Agentes e automação Repercussão

Sites bloqueiam agentes de inteligência artificial de consumidores

Agentes de IA pessoais encontram barreiras em sites de varejo e companhias aéreas devido a bloqueios e medidas anti-bot.

Por Redação Noticiário IA

· 2 min de leitura

Sites bloqueiam agentes de inteligência artificial de consumidores
Imagem: TechCrunch — IA

Resumo rápido

  • Agentes de IA pessoais enfrentam bloqueios ao tentar realizar tarefas em sites de varejo e companhias aéreas.
  • Medidas anti-bot tradicionais e restrições intencionais impedem que essas ferramentas concluam transações.
  • Empresas do setor iniciaram o desenvolvimento de um padrão aberto para comunicação entre agentes e negócios.
Entenda o contexto

Agentes de inteligência artificial pessoais são ferramentas automatizadas capazes de executar tarefas em nome dos usuários, como compras e reservas online. O avanço dessas tecnologias gera atritos com plataformas digitais que utilizam barreiras de segurança e sistemas anti-bot para proteger seus dados e servidores.

A adoção de agentes de inteligência artificial voltados para consumidores, como o Muse da Meta, o Instinct e o Dots do ChatGPT, tem esbarrado em barreiras técnicas e de segurança na internet. Usuários que utilizam essas tecnologias para tarefas como reservar voos, pedir compras de supermercado ou fazer reservas em restaurantes relatam que os sites de destino frequentemente bloqueiam a atuação dos assistentes automáticos.

Entre os casos recentes, a Amazon passou a impedir o acesso do agente Muse de navegar ou realizar compras em seu catálogo de produtos. Problemas semelhantes foram relatados por usuários em plataformas como Walmart, eBay, Yelp e companhias aéreas, além de redes sociais. Enquanto alguns bloqueios ocorrem de forma intencional por parte das empresas, outros decorrem de sistemas tradicionais de proteção contra spam e atividades maliciosas.

Esforços por um novo padrão aberto

Para contornar o problema e diferenciar robôs maliciosos de assistentes que atuam em favor dos usuários, empresas como Meta, Walmart, Stripe, Sierra, Genesys, Rocket, NiCE e Decagon iniciaram o desenvolvimento de um padrão aberto. A proposta visa estabelecer diretrizes para a comunicação direta entre agentes de inteligência artificial e plataformas de comércio eletrônico.

Enquanto a indústria discute novas regras de acesso, companhias adotam abordagens distintas. O Walmart esclareceu que falhas anteriores ocorreram devido a verificações de segurança para humanos e destacou parceria com a Meta. Por outro lado, plataformas como o Yelp afirmam que não permitem tráfego automatizado sem acordos de licenciamento de dados, e empresas aéreas como Delta e United reforçam políticas de proteção digital e restrições a acessos automatizados não autorizados.

Referências

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