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SETI usa agentes de IA para direcionar telescópio e analisar sinais

Agentes de IA ajudam a direcionar o Allen Telescope Array e processam dados em tempo real com a plataforma Holoscan da Nvidia, afirma equipe do SETI.

Por Redação Noticiário IA

· 2 min de leitura

Antenas parabólicas do Allen Telescope Array sob um céu noturno estrelado.
Imagem: The Decoder

Resumo rápido

  • Agentes de IA passaram a direcionar o Allen Telescope Array e analisar sinais de rádio em tempo real, embora pesquisadores ainda digitem comandos no momento.
  • A infraestrutura utiliza a plataforma Holoscan da Nvidia, que suporta o processamento de até 2,4 terabits por segundo, reduzindo trabalhos de semanas para horas, segundo a equipe.
  • Os cientistas relataram ter detectado um pulsar na Nebulosa do Caranguejo em tempo real e projetam testar modelos de código aberto para futuros sensores na Lua.
Entenda o contexto

O Allen Telescope Array é um conjunto de radiotelescópios voltado à pesquisa de sinais astronômicos e busca por vida extraterrestre. A plataforma Holoscan, desenvolvida pela Nvidia, fornece infraestrutura de computação acelerada para processamento de fluxos de dados em tempo real.

A busca por inteligência extraterrestre passou a contar com o auxílio de agentes de inteligência artificial no observatório Allen Telescope Array, localizado no norte da Califórnia. O sistema permite direcionar o telescópio e analisar sinais de rádio recebidos em tempo real. No estágio atual, os pesquisadores ainda digitam seus comandos manualmente.

Processamento de dados e infraestrutura

A operação é sustentada pela plataforma Holoscan, da Nvidia, utilizada pelo SETI Institute e pelo projeto Breakthrough Listen para processar os dados captados pelo telescópio. De acordo com a Nvidia, o hardware é capaz de processar até 2,4 terabits por segundo. A equipe responsável afirma que tarefas de análise que antes exigiam semanas agora podem ser concluídas em horas.

Primeiros resultados e testes futuros

Como um dos primeiros resultados, a equipe relata ter detectado em tempo real um pulsar na Nebulosa do Caranguejo com o uso de IA, feito apontado pelo grupo como inédito. Pulsares são remanescentes estelares de rotação rápida que emitem sinais regulares, servindo como casos de teste para a detecção de emissões.

Segundo reportagem do site The Decoder, os pesquisadores pretendem testar modelos de código aberto capazes de rodar localmente na borda (edge), visando a implantação em futuros sensores no lado oculto da Lua. A busca por sinais de inteligência extraterrestre ocorre desde o primeiro experimento do SETI em 1960, sem que nenhum sinal do tipo tenha sido encontrado até o momento.

Referências

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