SETI usa agentes de IA para direcionar telescópio e analisar sinais
Agentes de IA ajudam a direcionar o Allen Telescope Array e processam dados em tempo real com a plataforma Holoscan da Nvidia, afirma equipe do SETI.
Resumo rápido
- Agentes de IA passaram a direcionar o Allen Telescope Array e analisar sinais de rádio em tempo real, embora pesquisadores ainda digitem comandos no momento.
- A infraestrutura utiliza a plataforma Holoscan da Nvidia, que suporta o processamento de até 2,4 terabits por segundo, reduzindo trabalhos de semanas para horas, segundo a equipe.
- Os cientistas relataram ter detectado um pulsar na Nebulosa do Caranguejo em tempo real e projetam testar modelos de código aberto para futuros sensores na Lua.
Entenda o contexto
O Allen Telescope Array é um conjunto de radiotelescópios voltado à pesquisa de sinais astronômicos e busca por vida extraterrestre. A plataforma Holoscan, desenvolvida pela Nvidia, fornece infraestrutura de computação acelerada para processamento de fluxos de dados em tempo real.
A busca por inteligência extraterrestre passou a contar com o auxílio de agentes de inteligência artificial no observatório Allen Telescope Array, localizado no norte da Califórnia. O sistema permite direcionar o telescópio e analisar sinais de rádio recebidos em tempo real. No estágio atual, os pesquisadores ainda digitam seus comandos manualmente.
Processamento de dados e infraestrutura
A operação é sustentada pela plataforma Holoscan, da Nvidia, utilizada pelo SETI Institute e pelo projeto Breakthrough Listen para processar os dados captados pelo telescópio. De acordo com a Nvidia, o hardware é capaz de processar até 2,4 terabits por segundo. A equipe responsável afirma que tarefas de análise que antes exigiam semanas agora podem ser concluídas em horas.
Primeiros resultados e testes futuros
Como um dos primeiros resultados, a equipe relata ter detectado em tempo real um pulsar na Nebulosa do Caranguejo com o uso de IA, feito apontado pelo grupo como inédito. Pulsares são remanescentes estelares de rotação rápida que emitem sinais regulares, servindo como casos de teste para a detecção de emissões.
Segundo reportagem do site The Decoder, os pesquisadores pretendem testar modelos de código aberto capazes de rodar localmente na borda (edge), visando a implantação em futuros sensores no lado oculto da Lua. A busca por sinais de inteligência extraterrestre ocorre desde o primeiro experimento do SETI em 1960, sem que nenhum sinal do tipo tenha sido encontrado até o momento.
Referências
- Reportagem consultada: The Decoder
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