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Meta admite que assistente Muse foi inspirado no OpenClaw

Executivo da Meta confirma inspiração no OpenClaw para criar o assistente Muse, mas afirma que o novo sistema de IA foi desenvolvido do zero.

Por Redação Noticiário IA

· 3 min de leitura

Meta admite que assistente Muse foi inspirado no OpenClaw
Imagem: TechCrunch — IA

Resumo rápido

  • A Meta confirmou que seu novo assistente Muse foi fortemente inspirado no projeto de código aberto OpenClaw.
  • A empresa alega ter construído o Muse do zero, apesar de utilizar estruturas e nomes de arquivos idênticos.
  • O criador do OpenClaw, Peter Steinberger, foi contratado pela OpenAI no início deste ano.
Entenda o contexto

O OpenClaw é um projeto de código aberto pioneiro em agentes pessoais de IA, cuja estrutura inclui arquivos como o SOUL.md para definir diretrizes de comportamento. A admiração declarada de executivos da Meta pelo projeto reflete como o ecossistema aberto tem influenciado diretamente o desenvolvimento de produtos comerciais para o público geral.

A Meta admitiu que as semelhanças entre seu novo assistente de inteligência artificial, o Muse, e o projeto de código aberto OpenClaw não são coincidência. Em publicações na rede social X em 22 de setembro de 2026, Nat Friedman, chefe de produto do Superintelligence Labs da Meta (MSL), afirmou que o produto foi "definitivamente fortemente inspirado pelo OpenClaw". No entanto, o executivo ponderou que o assistente foi desenvolvido do zero pela equipe da empresa.

Friedman, ex-CEO do GitHub que entrou na Meta no ano passado junto com o diretor de IA da companhia, Alexandr Wang, disse que os integrantes da equipe se apaixonaram pelo OpenClaw e queriam criar algo semelhante capaz de ser escalado para bilhões de pessoas.

Estrutura idêntica e arquivo de personalidade

As declarações do executivo surgiram após repercussão iniciada por Ansh Nanda, cofundador de aplicativos de IA, que afirmou no X que o Muse era uma versão do OpenClaw voltada para o público geral. Nanda compartilhou uma interação com o assistente na qual o próprio agente reconheceu que a relação entre seus arquivos de sistema e os do OpenClaw não era mera coincidência.

Desenvolvedores e usuários apontaram que o Muse utiliza um arquivo chamado SOUL.md, formato em texto simples Markdown que define a personalidade, estilo de comunicação, valores, limites comportamentais e conhecimentos do agente. Além dos nomes idênticos no espaço de trabalho, o conteúdo do arquivo no Muse foi apontado como quase igual ao do OpenClaw.

Questionado sobre as cópias dos nomes de arquivos e do conteúdo quase idêntico, Friedman respondeu que a equipe considerou que Peter Steinberger, criador do OpenClaw, havia acertado exatamente nesses elementos. O criador do projeto de código aberto foi contratado pela OpenAI no início deste ano.

Adoção interna e desempenho de mercado

Friedman detalhou que, após testar o OpenClaw em janeiro, comprou centenas de computadores Mac mini para a equipe do MSL, momento em que diversos membros se apaixonaram pelo uso de agentes pessoais. Segundo ele, o objetivo com o Muse foi criar um sistema semelhante ao OpenClaw que fosse seguro, fácil de usar e escalável.

O aplicativo Muse alcançou recentemente o primeiro lugar na App Store dos Estados Unidos. Dados de mercado indicam que o ritmo de crescimento do assistente supera o lançamento do ChatGPT quando comparados diretamente em disponibilidade e plataformas.

Procurada para comentar o assunto, a Meta informou por meio de um porta-voz que não tinha declarações adicionais a fazer além do que foi publicado por Friedman nas redes sociais.

Referências

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