IA ainda é pouco usada por jovens para buscar dados sobre eleições

Pesquisa mostra que ferramentas de IA não são a principal escolha dos jovens eleitores para buscar informações sobre candidatos e o processo eleitoral.

Por Redação Noticiário IA

· 3 min de leitura

Resumo rápido

  • Apenas oito de 30 jovens consultados em levantamento usaram chatbots de IA para pesquisar informações sobre eleições.
  • Redes sociais e o mecanismo de busca do Google permanecem como os principais meios informativos da juventude.
  • Regras do TSE para 2026 foram atualizadas para abordar conteúdos sintéticos e desinformação gerada por IA.
Entenda o contexto

Chatbots de inteligência artificial são programas que utilizam modelos de linguagem para responder perguntas e interagir com usuários de forma automatizada. No contexto eleitoral brasileiro, o avanço do uso dessas ferramentas e de conteúdos gerados por IA levou órgãos de Justiça a adotarem novas diretrizes para coibir a desinformação.

Apesar do avanço das tecnologias de inteligência artificial no ambiente digital, a maioria dos jovens eleitores não utiliza sistemas de IA nem chatbots como principal canal de busca de informações políticas para as eleições de 2026. Um levantamento qualitativo realizado com 30 jovens entre 17 e 25 anos apontou que apenas oito recorreram a assistentes virtuais baseados em IA para fins informativos sobre o pleito.

As redes sociais continuam no topo das preferências para o consumo de dados eleitorais. Entre os entrevistados, 20 citaram as redes sociais como o meio em que costumam pesquisar sobre as eleições, seis apontaram o buscador Google para encontrar links sobre o assunto, três mencionaram portais jornalísticos e dois relataram não buscar informações desse tipo. Perfis oficiais de candidatos em plataformas como Instagram e X são os caminhos mais comuns para quem deseja conhecer propostas.

Uso direcionado e receio de desinformação

A pesquisa mostrou que os poucos eleitores que utilizaram chatbots de IA fizeram consultas bem específicas. Um dos entrevistados citou o uso de ferramentas para entender o funcionamento da urna eletrônica, enquanto outros pediram resumos de projetos de lei ou solicitaram que os sistemas atuassem com imparcialidade ao indicar fontes de notícias. Por outro lado, receios quanto à falta de imparcialidade e preferência por aplicar a tecnologia nos estudos ou na criação de imagens afastam parte dos jovens das consultas eleitorais via IA.

O avanço das ferramentas sintéticas tem mobilizado órgãos governamentais e especialistas em educação midiática. Diante do risco de deepfakes, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) promoveu alterações na resolução de propaganda eleitoral para incluir diretrizes específicas sobre o uso de IA e conteúdos gerados por computador no pleito de 2026.

Ações educativas em tribunais regionais

Especialistas ressaltam que, independentemente da plataforma utilizada, os eleitores precisam checar as evidências e a origem das mensagens recebidas. Ferramentas que entregam respostas prontas em formato de texto podem passar uma falsa impressão de precisão, exigindo atenção dobrada para evitar conteúdos enganosos. Práticas de segurança e verificação contínua ajudam a proteger o eleitor, no mesmo sentido em que se busca como proteger sua privacidade ao utilizar ferramentas de IA no dia a dia.

Para incentivar a participação consciente da juventude — faixa etária de 16 a 29 anos que representa 21,6% do eleitorado nacional segundo dados do TSE —, os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) vêm desenvolvendo projetos focados no ambiente digital. No Mato Grosso, estudantes participaram de oficinas de audiovisual voltadas ao combate à desinformação nas redes, enquanto o TRE de Alagoas promoveu um concurso de vídeos com tema focado na juventude contra notícias falsas.

Referências

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