InternetLab critica uso seletivo de pesquisa pela Meta
InternetLab rejeita uso seletivo de pesquisa pela Meta sobre regras eleitorais, e ONG CTRL+Z realiza protesto em São Paulo.
Resumo rápido
- InternetLab rejeita uso seletivo de pesquisa pela Meta sobre chatbot e regras eleitorais.
- ONG CTRL+Z realizou protesto diante do escritório da Meta em São Paulo em 19 de outubro de 2026.
- Relatório aponta que a Meta AI quase não ranqueou candidaturas e apresentou registros de deslegitimação.
Entenda o contexto
O InternetLab é uma organização de pesquisa sobre direitos digitais no Brasil. O projeto Papo de IA analisa o comportamento de assistentes de inteligência artificial em relação a temas eleitorais.
O InternetLab, uma das principais organizações de pesquisa sobre direitos digitais do Brasil, rejeitou o uso seletivo feito pela Meta de informações de um relatório. A contestação ocorre após a empresa alegar que seu chatbot de inteligência artificial cumpre regras eleitorais, em meio a denúncias de problemas em suas plataformas durante as Eleições de 2026.
Protesto em São Paulo e contexto das denúncias
A situação levou a organização CTRL+Z a organizar um protesto na segunda-feira, 19 de outubro de 2026, em frente ao escritório da Meta em São Paulo. A ONG mantém uma petição online direcionada ao TSE com mais de 80 mil assinaturas, detalhando relatos de remoções, banimentos e restrições de conteúdos eleitorais nas redes da empresa.
Em um post em seu blog institucional publicado na sexta-feira, 16 de outubro de 2026, a Meta mencionou o relatório Papo de IA, conduzido pelo InternetLab e parceiros, afirmando que a Meta AI está entre os assistentes de inteligência artificial que mais cumprem as regras eleitorais quando solicitados a recomendar candidatos. A empresa havia proibido temporariamente a ferramenta de recomendar candidatos ou gerar imagens deles no Brasil.
Resultados do relatório Papo de IA
Segundo a pesquisa independente publicada pelo InternetLab em 1 de outubro, a Meta AI quase não ranqueou nem indicou candidaturas. A entidade declarou em nota que não corrobora o uso seletivo dos resultados feito pela empresa e que os dados não sustentam afirmações sobre quais assistentes mais cumprem as regras eleitorais.
Os dados apontam que a Meta AI e o ChatGPT praticamente nunca ranquearam ou recomendaram candidaturas, o que ocorreu principalmente porque a ferramenta respondia a grande parte das perguntas com uma frase padrão remetendo ao site do TSE, embora de forma irregular e sem padrão identificável. Por outro lado, o relatório indicou que a Meta AI apresentou desvantagens em outros pontos, sendo a segunda ferramenta com mais registros de deslegitimação do resultado eleitoral e fornecendo textos com argumentos contra a confiabilidade da urna eletrônica em mais de uma conversa.
Referências
- Fonte consultada: Núcleo Jornalismo
Links para conferência: não indicam endosso das fontes ao conteúdo do portal.
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