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Como proteger sua privacidade ao utilizar ferramentas de IA

Saiba como os assistentes de IA coletam dados pessoais e quais são as opções e limitações para proteger suas informações ao usar os chatbots.

Por Redação Noticiário IA

· 3 min de leitura

Como proteger sua privacidade ao utilizar ferramentas de IA
Imagem: Wired — IA

Resumo rápido

  • Assistentes virtuais como ChatGPT, Claude e Gemini coletam e armazenam dados por padrão.
  • Contratos com retenção zero de dados (ZDR) exigem contas pagas corporativas e mantêm exceções.
  • Serviços focados em privacidade usam criptografia ou atuam como intermediários para limitar acessos.
Entenda o contexto

Modelos de linguagem coletam interações por padrão para aprimoramento de seus sistemas. A retenção zero de dados (ZDR) é um mecanismo contratual que obriga os provedores a apagar o histórico de chamadas logo após o uso, enquanto os proxies de privacidade intermediam o envio de dados para evitar o rastreamento direto do usuário.

A utilização frequente de assistentes virtuais de inteligência artificial transformou essas ferramentas em repositórios de informações pessoais e confidenciais de milhões de pessoas. Serviços amplamente utilizados, como ChatGPT, da OpenAI, Claude, da Anthropic, e Gemini, do Google, mantêm por padrão a coleta e o armazenamento de dados digitados pelos usuários. Em grande parte dos casos, esses registros podem ser aproveitados para o treinamento de novos sistemas ou repassados a terceiros e autoridades mediante solicitações judiciais.

Especialistas da área de segurança apontam que as conversas com modelos de IA passaram a representar o ponto mais crítico de vulnerabilidade de privacidade na atualidade. Para tentar mitigar esses riscos, surgiram novas iniciativas tecnológicas e modalidades contratuais voltadas à proteção das interações.

Retenção zero de dados para contas corporativas

Uma das alternativas de proteção existentes no mercado é a cláusula conhecida como retenção zero de dados (ZDR, na sigla em inglês). Esse recurso contratual prevê que a prestadora do serviço apague as interações do usuário imediatamente após o processamento das respostas. No entanto, a funcionalidade é voltada prioritariamente a clientes de planos corporativos ou contas de desenvolvedores, permanecendo fora do alcance da maioria dos usuários das versões gratuitas ou individuais.

Mesmo nas modalidades corporativas, existem exceções para o descarte imediato dos dados. A Anthropic, por exemplo, não disponibiliza o ZDR para modelos mais avançados da classe Mythos, a exemplo do Fable 5.1, alegando a necessidade de prevenir usos indevidos, como fraudes e ações autônomas de agentes de IA. A OpenAI utiliza um sistema chamado Private Safety Processing para monitorar abusos antes da exclusão dos dados, enquanto o Google registra determinados comandos do Gemini com o intuito de fiscalizar violações, desvinculando-os do endereço IP e da conta do usuário.

Uso de proxies e soluções baseadas em criptografia

Para o público em geral, existem alternativas focadas em privacidade que atuam por meio de promessas de não registro de logs ou pelo uso de proteções técnicas. Criado por Moxie Marlinspike, o chatbot Confer emprega recursos de criptografia projetados para impedir que os próprios servidores do serviço tenham acesso ao conteúdo das conversas digitadas pelos usuários.

Outras ferramentas, como Duck.ai (oferecida pelo DuckDuckGo), Venice.ai e Lumo (da Proton), atuam como intermediárias na transmissão das mensagens para os modelos principais de IA. Essas plataformas funcionam como um proxy, ocultando os dados diretos dos usuários das empresas que mantêm os grandes modelos, embora a eficácia de algumas promessas dependa da política de privacidade e da credibilidade de cada fornecedor.

Referências

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