Startup de ex-arquiteto da Nvidia projeta chip Y10 para robótica
Desenvolvido para IA física, o processador Y10 busca reduzir a latência do ciclo de controle de robôs para menos de 1 milissegundo.
Resumo rápido
- Startup fundada por ex-arquiteto da Nvidia desenvolve chip Y10 para robôs com foco no ciclo de controle.
- Processador baseia-se na arquitetura SomaArch e usa instruções customizadas e programáveis.
- Plataforma em FPGA está prevista para o final deste ano com foco inicial em braços robóticos industriais.
Entenda o contexto
Entenda o contexto: IA física se refere a sistemas computacionais e robôs projetados para interagir com o ambiente físico por meio de sensores e atuadores. A latência do loop mede o tempo necessário para o sistema processar os dados capturados e executar uma ação em resposta.
Uma startup fundada em 2025 por Xu Feixiang, ex-arquiteto de GPUs da Nvidia, está desenvolvendo um processador voltado para a chamada inteligência artificial física — máquinas e robôs que percebem, raciocinam e atuam no mundo real. O primeiro produto da empresa, chamado Y10, busca reduzir o ciclo completo de percepção, inferência e ação para menos de um milissegundo, segundo entrevista de Xu ao veículo chinês Cyzone publicada no dia 10 de outubro de 2026.
Arquitetura e simulação de desempenho
Na avaliação do fundador, grande parte dos robôs atuais utiliza processadores gerais, GPUs e chips projetados para condução autônoma. Ele argumenta que GPUs foram feitas para throughput em grandes modelos de linguagem e não para ciclos contínuos de feedback em alta frequência. O Y10 foi desenhado como um processador de uso geral acionado por um conjunto de instruções customizado e programável, fundamentado em uma estrutura que a empresa chama de SomaArch. A intenção é facilitar a migração de projetos de engenheiros e acompanhar as mudanças nos modelos robóticos.
Em simulações divulgadas pela própria empresa, o projeto indicou um desempenho geral cinco vezes superior e um custo 80% menor quando comparado a sistemas baseados em CPUs x86 com o chip Orin da Nvidia. Por serem dados oriundos de simulação, não consistem em medições no silício, embora o fundador afirme que os testes simulados da equipe costumam ficar dentro de uma margem de 3% de variação em relação ao resultado final.
O desenvolvimento do Y10 superou a metade do cronograma prévio, e a startup planeja disponibilizar uma versão em FPGA de sua plataforma de computação até o final deste ano, permitindo testes em hardware real. O primeiro segmento alvo serão braços robóticos industriais, que, de acordo com citação de um parceiro fornecida por Xu, realizam cerca de 2% das operações manuais em linhas de produção reais. A empresa também estuda o desenvolvimento de servidores pequenos para modelos de mundo baseados no chip.
Referências
- Fonte consultada: Pandaily — Tecnologia chinesa
Links para conferência: não indicam endosso das fontes ao conteúdo do portal.
Gostou? Compartilhe:
Comentários 0
Ninguém comentou ainda. Seja o primeiro!


