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Pesquisa indica que 68% dos usuários diários de IA nos EUA têm receios

Estudo da Gallup encomendado pela Microsoft mostra que o uso frequente de IA não elimina a apreensão com os impactos da tecnologia.

Por Redação Noticiário IA

· 3 min de leitura

Pesquisa indica que 68% dos usuários diários de IA nos EUA têm receios
Imagem: TechCrunch — IA

Resumo rápido

  • Pesquisa da Gallup mostra que 68% dos norte-americanos que usam IA diariamente estão preocupados com a tecnologia.
  • Estudo encomendado pela Microsoft entrevistou cerca de 1.000 pessoas em cada um dos 37 países pesquisados.
  • Otimismo com a tecnologia é mais elevado em países asiáticos, como Cingapura e China, do que em nações ocidentais.
Entenda o contexto

Entenda o contexto: A pesquisa da Gallup mapeia a percepção pública global sobre o avanço da inteligência artificial em tarefas cotidianas e profissionais. Os dados ajudam a entender como diferentes culturas reagem ao impacto da tecnologia no emprego, na privacidade e na segurança.

Mesmo as pessoas que recorrem rotineiramente à inteligência artificial para tarefas cotidianas demonstram preocupações com os impactos da tecnologia na sociedade. Uma pesquisa conduzida pela firma de opinião pública Gallup e encomendada pela Microsoft revelou que aproximadamente 68% dos norte-americanos que utilizam IA diariamente relatam apreensão com seus desdobramentos. O índice de preocupação é ainda maior entre aqueles que usam as ferramentas com menor frequência.

Disparidade entre o Ocidente e a Ásia

O levantamento da Gallup reuniu dados coletados entre abril e julho em 37 países, ouvindo cerca de 1.000 pessoas em cada localidade. Os resultados indicam que as nações ocidentais concentram os maiores níveis de ansiedade em relação à IA. Nos Estados Unidos, 74% dos entrevistados no geral relataram sentimentos de preocupação, e somente 36% acreditam que a tecnologia ajudará o país. No Canadá, onde 29% das pessoas usam a ferramenta diariamente, mais da metade dessa parcela diária expressou temores sobre as consequências do recurso.

Em contrapartida, os países asiáticos avaliados registraram percepções mais otimistas. Em Cingapura, liderança em uso diário no estudo com 46%, mais de 80% dos que conhecem a tecnologia esperam melhorias na vida diária e 77% creem em benefícios para o país. Na China, onde 35% dizem usar IA diariamente, a maioria também projeta impactos positivos na nação. Sentimentos favoráveis semelhantes foram apontados em Israel e no Quênia.

Confiança e percepção multidimensional

Apesar da empolgação em determinados mercados, o otimismo não se traduz automaticamente em confiança total na precisão dos sistemas de IA. A mediana dos dados aponta que apenas 36% dos entrevistados em todos os países afirmam confiar muito nos resultados gerados pelas ferramentas. Entre os norte-americanos que usam a tecnologia diariamente, apenas 45% manifestaram esse nível de confiança nos dados prestados. Questões ligadas à segurança e ao impacto em dados pessoais permanecem no debate público, reforçando a relevância de discutir como proteger sua privacidade ao utilizar ferramentas de IA.

Pablo Diego-Rosell, cientista sênior da Gallup, destacou em entrevista ao veículo TechCrunch que as atitudes em relação à tecnologia são multidimensionais. Segundo o pesquisador, o público pode ser curioso e utilizar a ferramenta de forma frequente, mas continuar preocupado com suas implicações e cético quanto à exatidão das informações fornecidas.

Debate global e próximos passos da pesquisa

As discussões sobre os riscos da inteligência artificial ocorrem em um cenário de transformações no mercado de trabalho e alertas da indústria. Executivos como Dario Amodei, presidente-executivo da Anthropic, já emitiram avisos sobre eliminações massivas de postos de trabalho provocadas pela automação. No campo geopolítico, a segurança da tecnologia também tem sido abordada por autoridades governamentais, incluindo declarações do ministro da Segurança do Estado da China, Chen Yixin, sobre potenciais impactos sistêmicos do setor.

A pesquisa da Gallup prevê expansão para alcançar um total de 140 países nas fases seguintes. Os dados iniciais indicam que a simples exposição continuada ou o aumento da adoção não resolvem sozinhos os receios do público, que pode vir a apoiar regras mais rígidas para o uso de IA em setores como saúde, educação e processos seletivos.

Referências

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