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Meta Muse expõe arquivos de sistema após comandos de usuários

Desenvolvedores conseguiram acessar arquivos de sistema do agente Muse da Meta, revelando detalhes de seu funcionamento interno.

Por Redação Noticiário IA

· 3 min de leitura

Meta Muse expõe arquivos de sistema após comandos de usuários
Imagem: The Verge — IA

Resumo rápido

  • Desenvolvedores conseguiram baixar arquivos de sistema da máquina virtual Linux do agente Muse da Meta.
  • A Meta declarou que a exportação dos dados não é uma falha e não dá acesso à sua infraestrutura principal.
  • Os arquivos revelaram o uso de Markdown para memória e referências a um recurso chamado Meta Home Link.
Entenda o contexto

O Muse é um agente de inteligência artificial desenvolvido pela Meta que executa tarefas em ambientes virtuais isolados chamados máquinas virtuais. A exibição do sistema de arquivos permite analisar a arquitetura de software e os dados do ambiente de execução do próprio assistente.

Desenvolvedores relataram que conseguiram fazer com que o agente de inteligência artificial Muse, da Meta, compartilhasse a estrutura e os dados completos do seu sistema de arquivos. O acesso foi obtido por meio de instruções simples enviadas ao assistente. A empresa afirma que a situação não se trata de uma violação de segurança em seus sistemas de retaguarda.

Segundo os desenvolvedores Peter James e Jonny L. Saunders, o assistente reuniu e enviou arquivos de seu diretório raiz, dados do sistema operacional Ubuntu, modelos de aplicação e documentações internas. Saunders afirmou que o Muse apresentou pouca resistência a técnicas de injeção de prompt e que conseguiu gerar rapidamente centenas de megabytes de código de bibliotecas e binários compilados.

A posição da Meta e o funcionamento das máquinas virtuais

A Meta declarou que o comportamento não constitui uma brecha de segurança. Cada usuário executa o agente em máquinas virtuais Linux persistentes. O porta-voz da empresa, Daniel Roberts, explicou que a exportação de dados dessa máquina virtual não concede acesso privilegiado à infraestrutura da companhia ou às informações de outros usuários. Roberts comparou a situação ao uso de um computador pessoal, onde o usuário pode visualizar os arquivos disponíveis, mas ressaltou que atualizações podem alterar o volume de dados visíveis no ambiente virtual.

Esta é a segunda vulnerabilidade associada ao sistema relatada recentemente, após a correção de um problema apontado pelo pesquisador Patrick Wardle que envolvia a interceptação de transcrições e contas do serviço. A Meta lançou uma correção rápida para o caso relatado por Wardle.

Detalhes internos e possíveis integrações de hardware

A análise dos arquivos no formato JSON e Markdown expostos pelos testes permitiu observar o funcionamento interno do projeto, cujo nome interno de desenvolvimento é Hatch. Os dados mostram como a ferramenta processa requisições e faz a integração com serviços externos, como o Gmail. De acordo com as análises de James, o sistema armazena memórias em texto simples e executa uma revisão diária das conversas recentes para orientar interações futuras.

Os arquivos analisados por Saunders também indicaram a presença de rotinas rígidas no código para ações como o cancelamento de assinaturas e o controle da criação excessiva de agentes. Além disso, foram identificadas menções a uma integração de hardware chamada Meta Home Link, projetada para permitir o acesso do assistente a dispositivos em redes domésticas. A Meta não fez anúncios oficiais sobre esse recurso nem confirmou se o projeto será lançado comercialmente.

Referências

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