Justiça dos EUA mantém bloqueio do Pentágono aos modelos da Anthropic

Tribunal de apelações confirmou a decisão do Pentágono de proibir o uso da inteligência artificial Claude no governo dos EUA por riscos de suprimento.

Por Redação Noticiário IA

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Justiça dos EUA mantém bloqueio do Pentágono aos modelos da Anthropic
Imagem: Wired — IA

Resumo rápido

  • Tribunal de apelações manteve a classificação da Anthropic como risco à cadeia de suprimentos feita pelo Pentágono.
  • A divergência ocorreu após a Anthropic recusar o uso do modelo Claude em armas autônomas ou vigilância doméstica.
  • O Pentágono busca substituir a tecnologia por modelos concorrentes desenvolvidos por SpaceX, Google e OpenAI.
Entenda o contexto

A Anthropic desenvolve a família de inteligências artificiais Claude, projetada com restrições que impedem o uso da tecnologia em determinadas tarefas. O Departamento de Defesa dos Estados Unidos considera essas limitações contratuais um risco à segurança nacional, originando uma disputa judicial sobre o uso de IAs em contratos militares.

Um tribunal federal de apelações em Washington, nos Estados Unidos, decidiu nesta sexta-feira, 25 de setembro de 2026, manter a classificação da Anthropic como um risco à cadeia de suprimentos pelo Departamento de Defesa dos EUA. Com a determinação, o órgão governamental e outros setores do governo norte-americano continuam impedidos de integrar a família de modelos de inteligência artificial Claude em seus sistemas de informação.

A decisão foi tomada por 2 votos a 1 pela Corte de Apelações do Circuito do Distrito de Colúmbia. No parecer majoritário, os juízes defenderam que o órgão teve embasamento suficiente para concluir que a presença da tecnologia apresentava um risco coberto por lei. O tribunal citou que a própria desenvolvedora codifica limitações no Claude para impedir que o modelo execute determinadas tarefas que a companhia deseja evitar.

Restrições de uso e alegações das partes

O impasse teve início após executivos da startup declararem que não permitiriam que o governo utilizasse seus modelos atuais para apoiar armas autônomas ou vigilância doméstica. Diante da postura, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, classificou o posicionamento como um risco significativo à segurança nacional, o que levou ao sancionamento para remover os modelos Claude das instalações federais.

A maioria dos juízes rejeitou as alegações da empresa de que seus direitos de devido processo legal e liberdade de expressão teriam sido violados. Segundo o parecer, a exclusão da fornecedora ocorreu devido à sua recusa em aceitar um termo contratual considerado essencial pelo departamento, e não por seu apoio a uma maior regulação governamental sobre a inteligência artificial.

A porta-voz da Anthropic, Danielle Cohen, afirmou que a companhia continua confiante em sua posição e avalia todas as opções, o que pode incluir um pedido de revisão por todo o colegiado do tribunal de apelações ou um recurso à Suprema Corte dos Estados Unidos. A empresa relatou perdas iniciais de receita por hesitação de clientes após as restrições, mas apontou crescimento nas vendas nos últimos meses e planeja uma potencial oferta pública inicial de ações (IPO) ainda este ano.

Substituição por alternativas concorrentes

O Departamento de Defesa não divulgou atualizações detalhadas sobre o andamento do processo de substituição do Claude. Entre as alternativas analisadas para a transição estão os modelos Grok, da SpaceX, Gemini, do Google, e a linha GPT, desenvolvida pela OpenAI.

A aceitação desses acordos gerou manifestações internas de funcionários no Google e na OpenAI contra parcerias militares rejeitadas pela Anthropic por motivos éticos. No entanto, as companhias descartaram os protestos e descreveram o apoio ao governo dos Estados Unidos como algo crucial. Ambas as decisões judiciais que envolvem as leis de cadeia de suprimentos aplicadas à startup ainda enfrentam anos de recursos antes de uma resolução definitiva.

Referências

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