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Google atualiza Private AI Compute com memória persistente na nuvem

O Google anunciou uma atualização no Private AI Compute para armazenar memória contínua de IA na nuvem com chaves mantidas no dispositivo do usuário.

Por Redação Noticiário IA

· 2 min de leitura

Google atualiza Private AI Compute com memória persistente na nuvem
Imagem: Google DeepMind — Blog

Resumo rápido

  • Google apresenta memória persistente na nuvem para a plataforma Private AI Compute.
  • Chaves de criptografia ficam salvas nos dispositivos, impedindo o acesso do próprio Google.
  • Atualização inclui auditoria independente e registro público do código dos servidores.
Entenda o contexto

O Private AI Compute é uma arquitetura de computação em nuvem do Google projetada para processar dados de IA em ambientes isolados de hardware. A retenção de memória persistente busca resolver o desafio de manter assistentes virtuais atualizados entre diferentes aparelhos sem comprometer o sigilo das informações do usuário.

A equipe do Google Private AI Compute apresentou, em 23 de setembro de 2026, uma atualização técnica em sua arquitetura de processamento que adiciona uma camada de memória persistente no servidor. O recurso foi desenvolvido para permitir que assistentes de inteligência artificial mantenham contexto contínuo entre múltiplos dispositivos, aplicando exigências de privacidade semelhantes às do processamento local.

A tecnologia expande a plataforma Private AI Compute, que até então operava de forma estritamente sem estado (stateless). Nesse modelo anterior, o ambiente isolado na nuvem apagava todas as informações assim que a execução de uma tarefa era concluída. Segundo a empresa, a abordagem sem histórico impunha limitações para guardar dados pessoais do usuário e fornecer assistência contínua em diferentes aparelhos.

Criptografia controlada pelo dispositivo do usuário

Pelo novo modelo, os dados de contexto do assistente são salvos na nuvem dentro de um armazenamento criptografado isolado. As chaves criptográficas necessárias para liberar o acesso a essas informações ficam guardadas de maneira exclusiva nos dispositivos pessoais do usuário. A companhia afirma que essa estrutura impede o acesso aos dados por terceiros e pelo próprio Google.

Quando o modelo de IA precisa consultar o histórico para realizar uma ação, uma conexão criptografada de ponta a ponta é estabelecida entre o aparelho e um ambiente isolado na nuvem, conhecido como secure enclave. Essa área de processamento descriptografa temporariamente as informações em uma memória isolada para executar o pedido, registra o novo contexto, criptografa o conteúdo novamente e encerra a sessão.

Auditoria técnica e verificação de software

Para garantir a integridade do sistema, o Google divulgou um registro público do software que roda nos servidores, projetado para impedir adulterações. Por meio desse mecanismo, os dispositivos conseguem checar se o programa do servidor é autêntico antes de enviar dados pessoais. Saber como proteger sua privacidade ao utilizar ferramentas de IA envolve entender como esse tipo de auditoria valida a segurança da informação.

A empresa também informou que o projeto passou por uma auditoria independente conduzida por uma empresa do setor de cibersegurança e que os detalhes técnicos estão disponíveis em um boletim informativo atualizado. As pesquisas da nova arquitetura foram desenvolvidas de forma conjunta pelas equipes do Google DeepMind, Platforms & Devices, Core e Cloud.

Referências

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