DuckDuckGo se oferece a escolas após reação sobre política de IA

O DuckDuckGo busca atrair escolas após o Google condicionar o desligamento de recursos de IA na busca, oferecendo opções para desativar a tecnologia.

Por Redação Noticiário IA

· 2 min de leitura

Ilustração com o logotipo do DuckDuckGo formando a palavra NO AI sobre uma barra de pesquisa.
Imagem: TechCrunch — IA

Resumo rápido

  • O DuckDuckGo passou a se posicionar como opção para instituições de ensino após controvérsia sobre os recursos de IA da busca do Google.
  • O Google informou às escolas que desativar seus outros recursos de inteligência artificial implicaria perder o acesso à sua ferramenta de busca.
  • Diferente do concorrente, o DuckDuckGo afirma permitir o desligamento total de suas ferramentas de IA em suas configurações e em um endereço dedicado.
Entenda o contexto

O DuckDuckGo é um mecanismo de busca focado em privacidade que restringe a coleta de dados dos usuários. O avanço de recursos automatizados de IA em salas de aula gera debates entre educadores, que buscam gerenciar o impacto dessas ferramentas no aprendizado.

Disputa por espaço no setor educacional

O buscador DuckDuckGo passou a se promover diretamente para escolas como uma alternativa ao Google. A movimentação ocorre após o Google informar às instituições de ensino que, embora pudessem desativar o modelo Gemini, o desligamento de outros recursos de inteligência artificial resultaria no bloqueio de acesso ao Google Search, conforme relatado pelo TechCrunch.

A postura da gigante de buscas abriu espaço em um mercado onde a empresa historicamente predomina. Dados publicados pelo próprio Google em anos anteriores indicam a presença de cerca de 50 milhões de Chromebooks utilizados por estudantes e educadores, além de mais de 150 milhões de usuários globais na plataforma Google Classroom. A exigência gerou repercussão negativa no setor educacional, como detalhado no artigo Google exige inclusão de IA em escolas para manter acesso à busca.

Posicionamento do DuckDuckGo e do Google

Na rede social X, o fundador e CEO do DuckDuckGo, Gabriel Weinberg, compartilhou a documentação online da empresa detalhando como as escolas podem alterar seu buscador padrão para o serviço da companhia. Em declaração mais enfática, Kamyl Bazbaz, diretor de assuntos públicos do DuckDuckGo, criticou a imposição de ferramentas de IA a estudantes. Em mensagem enviada ao TechCrunch, a empresa afirmou que o Google poderia desativar facilmente as funções de IA na busca para escolas se assim desejasse.

Após as reações negativas, o Google defendeu sua postura, alegando que buscava dar mais controle às instituições de ensino K-12. A empresa declarou em comunicado que o Gemini, o Gemini Notebook e a busca estariam desativados por padrão, cabendo às escolas escolher ativá-los individualmente. Contudo, os recursos de IA continuam integrados à experiência da busca principal do Google por meio de resumos e modos conversacionais.

Controle de recursos de inteligência artificial

Apesar de também disponibilizar ferramentas de IA — incluindo o assistente de chat Duck.ai e um auxílio de pesquisa —, o DuckDuckGo ressalta que não obriga o uso dessas tecnologias. Segundo a empresa, há opções para desativar essas funções nas configurações de busca e do navegador. A companhia mantém ainda o endereço dedicado noai.duckduckgo.com, no qual respostas assistidas por IA, imagens geradas por IA e sugestões de recursos ficam totalmente desligadas.

A empresa informou no início do ano que as instalações de seu aplicativo cresceram 30%, atribuindo o aumento à rejeição de usuários à inclusão forçada de IA na busca do Google.

Referências

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