Crescimento das graduações em inteligência artificial no Brasil
Levantamento aponta centenas de cursos superiores de inteligência artificial no Brasil, com foco que vai além do uso de chatbots.
Resumo rápido
- O Brasil registra centenas de cursos superiores focados em inteligência artificial.
- Universidades públicas e privadas expandem a oferta de graduações na área.
- Os cursos abordam bases técnicas, ética e impactos sociais da tecnologia.
Entenda o contexto
A inteligência artificial tem deixado de ser apenas uma especialização de pós-graduação para se consolidar como um campo próprio de conhecimento nas universidades brasileiras. A criação de graduações específicas busca atender à demanda do mercado de trabalho e aprofundar temas como ética, regulação e fundamentos técnicos além do uso de ferramentas cotidianas.
O Brasil conta atualmente com 202 cursos de graduação relacionados à Inteligência Artificial e à Ciência de Dados, refletindo uma expansão recente na oferta de formação superior na área. Os dados constam no levantamento Mapeamento dos Cursos Superiores em Inteligência Artificial no Brasil, realizado pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação e divulgado em maio.
As iniciativas acadêmicas voltadas exclusivamente para a disciplina começaram a surgir de forma pontual no setor privado, com destaque para o Centro Universitário do Instituto de Educação Superior de Brasília, que anunciou um bacharelado em Ciência de Dados e Inteligência Artificial em dezembro de 2017. A expansão na rede pública teve início em 2019, quando a Universidade Federal de Goiás criou o primeiro bacharelado em Inteligência Artificial em uma instituição pública do país.
Estrutura e foco curricular
Embora a base de formação mantenha elementos da Ciência de Computação, os cursos específicos de graduação em Inteligência Artificial colocam a tecnologia como foco principal. Professores da área apontam que o objetivo vai além do uso de ferramentas cotidianas, como os chatbots, abrangendo desafios técnicos, econômicos e éticos do campo.
Instituições como a PUC-Rio e a Universidade Federal Fluminense estruturaram novos currículos para incluir eixos humanísticos, filosóficos e de regulação da IA. A iniciativa busca preparar profissionais capazes de atuar na construção e no desenvolvimento dos sistemas, considerando os impactos sociais e normativos da tecnologia no país.
Referências
- Reportagem consultada: MIT Technology Review Brasil
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