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CAIR lança CARES 4.0, sistema de IA multimodal para auxílio médico

O CAIR apresentou o CARES 4.0, um sistema de agente clínico multimodal que realiza tarefas de apoio ao diagnóstico e procedimentos médicos.

Por Redação Noticiário IA

· 3 min de leitura

CAIR lança CARES 4.0, sistema de IA multimodal para auxílio médico
Imagem: Pandaily — Tecnologia chinesa

Resumo rápido

  • O CAIR lançou o CARES 4.0, um agente clínico multimodal focado em fornecer sugestões e executar tarefas para médicos.
  • O arcabouço do agente e seu conjunto de ferramentas gerais foram liberados, com acesso gratuito a modelos cirúrgicos.
  • O sistema traz o caminho de raciocínio e as fontes de cada recomendação, mantendo a decisão final com o profissional.
Entenda o contexto

O CAIR é um centro de pesquisa em inteligência artificial e robótica sediado em Hong Kong e vinculado à Chinese Academy of Sciences. O CARES 4.0 representa uma evolução de modelos passivos para agentes autônomos de IA, capazes de encadear tarefas, fundamentar recomendações clínicas em literatura médica e emitir alertas em exames e cirurgias.

O Centre for Artificial Intelligence and Robotics (CAIR), vinculado ao Hong Kong Institute of Science & Innovation da Chinese Academy of Sciences, apresentou o CARES 4.0. Trata-se de um sistema de agente clínico multimodal baseado em inteligência artificial desenvolvido para auxiliar médicos em tarefas cotidianas. A novidade foi anunciada durante o 4º CREATE Symposium, evento organizado pelo CAIR em conjunto com a Hong Kong Science and Technology Parks Corporation.

Segundo o CAIR, a estrutura do agente e o conjunto de ferramentas gerais já foram liberados. Outros conjuntos de ferramentas médicas estão sendo disponibilizados gradualmente, e os modelos da instituição voltados para ultrassom e vídeos cirúrgicos serão integrados à plataforma de forma gratuita. O projeto marca uma transição em relação às edições anteriores do sistema.

Mudança de modelo para agente autônomo

De acordo com o diretor do CAIR, Liu Hongbin, a mudança em relação às edições passadas é de natureza funcional. As versões 1.0 a 3.0 funcionavam como modelos que respondiam a perguntas sobre imagens ou vídeos, exigindo operação manual direta por parte dos médicos. Já o CARES 4.0 atua como um agente capaz de executar tarefas de maneira mais autônoma, comunicando-se com os usuários para alinhar o tipo de análise desejada.

A estrutura do sistema é construída sobre a arquitetura de agentes Harness e utiliza modelos de fundação próprios do CAIR para tomografia computorizada (TC), ressonância magnética (RM), ultrassom, endoscopia e eletroencefalograma (EEG). O avanço na autonomia de sistemas interativos acompanha outras iniciativas do setor, como os desenvolvimentos da Meituan em agentes multimodais.

Validação hospitalar e alertas em tempo real

O CAIR informou que o CARES 4.0 passou por validação em hospitais de ponta em três frentes principais: apoio ao fluxo de diagnóstico desde a queixa inicial até exames de imagem e patologia; atendimento a dúvidas em linguagem natural sobre operações do departamento, como carga de equipamentos; e execução de análises estatísticas e modelos simples de aprendizado de máquina em dados especializados.

Uma das funções já aplicadas na prática clínica é o aviso de risco espacial em tempo real durante procedimentos. No First Affiliated Hospital of Sun Yat-sen University, por exemplo, o sistema é capaz de alertar médicos quando um instrumento cirúrgico se aproxima de vasos sanguíneos ou nervos importantes durante uma broncopscopia, evitando potenciais lesões em biópsias.

Suporte às decisões sem substituir o médico

O diretor da instituição enfatizou que o CARES 4.0 opera estritamente como um assistente, oferecendo sugestões e não vereditos definitivos. Ele reconheceu a possibilidade de alucinações em sistemas de IA e afirmou que a prioridade é minimizar esses erros, principalmente em recomendações decisórias. Para garantir a rastreabilidade, cada sugestão vem acompanhada do caminho de raciocínio e das fontes utilizadas, que se apoiam em diretrizes e literaturas científicas organizadas.

Conforme destacado por Liu, o médico permanece como o único tomador de decisão final. Atualmente, os sistemas desenvolvidos pelo CAIR — em sua maioria ferramentas de versões anteriores — já são utilizados em mais de 30 hospitais, atendendo a pedidos dos profissionais por exibições mais claras e redução de esforço no uso dos dados gerados por IA.

Referências

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