China avança na criação de infraestrutura para centro de dados orbital

Instituições da China testam satélites com processamento de IA em órbita, infraestrutura em nuvem e links de comunicação a laser acima de 100 Gbps.

Por Redação Noticiário IA

· 2 min de leitura

China avança na criação de infraestrutura para centro de dados orbital
Imagem: Pandaily — Tecnologia chinesa

Resumo rápido

  • Instituições chinesas desenvolvem componentes para infraestrutura de centro de dados no espaço.
  • Satélites com capacidade de processamento analisam dados de IA e filtram alertas diretamente em órbita.
  • Experimentos de comunicação a laser entre satélite e solo atingiram taxas superiores a 100 Gbps.
Entenda o contexto

Um centro de dados orbital consiste em uma rede de satélites capazes de processar dados e executar modelos de inteligência artificial diretamente no espaço. O processamento em órbita reduz a necessidade de transmitir grandes volumes de dados para a Terra, aliviando o uso de largura de banda e acelerando a análise de informações.

Diversos programas de pesquisa e instituições da China estão lançando ao espaço componentes voltados para a criação de uma infraestrutura de centro de dados orbital. Conforme síntese divulgada em 23 de setembro de 2026 pela Tencent News sobre missões recentes, a abordagem foca no envio de satélites com capacidade de processamento para inteligência artificial, atualização de sistemas em moldes de computação em nuvem e conexões a laser de alta velocidade fora da atmosfera terrestre.

A frente de processamento teve início com a constelação Three-Body, do Zhijiang Laboratory, que colocou seus primeiros 12 satélites de computação em órbita em maio de 2025. O projeto registrou desempenho máximo individual de 744 TOPS e capacidade agregada inicial de cerca de 5 POPS. Em fevereiro de 2026, a equipe relatou a interconexão de seis satélites sob um sistema operacional distribuído espacial. Modelos integrados aos equipamentos já são utilizados para triar eventos astronômicos, como explosões de raios gama, permitindo que apenas alertas compactados em kilobytes sejam transmitidos à Terra, em vez de centenas de megabytes de dados brutos.

Atualização em nuvem e conexões de alta velocidade

Além do processamento local, a gerenciabilidade via software representa o segundo pilar das missões. A constelação TianSuan, desenvolvida pela Universidade de Correios e Telecomunicações de Pequim, realizou testes com pilhas de software nativas em nuvem nos satélites BUPT-1 e BUPT-2 para avaliar atualizações de contêineres, renovação incremental de modelos de IA e a operação de um núcleo 5G espacial. As iniciativas visam preparar a infraestrutura para operar nós heterogêneos como um pool unificado de recursos.

O terceiro pilar envolve avanços na comunicação óptica. O Instituto de Pesquisa em Informação Aeroespacial da Academia Chinesa de Ciências utilizou o satélite AIRSAT-02 em experimentos de transmissão a laser de satélite para o solo superiores a 100 Gbps. A taxa de transferência foi elevada de 60 Gbps para 120 Gbps por meio de reconfiguração de software em órbita, atingindo a movimentação de aproximadamente 12,656 terabits durante uma passagem contínua de 108 segundos. As missões demonstram o avanço paralelo desses componentes, embora os projetos conjuntos ainda não formem um centro de dados orbital totalmente concluído.

Referências

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