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Uso de IA eleva custos na NSA e no setor de saúde dos EUA

Testes de modelos avançados e disputas de cobrança hospitalar impulsionam gastos milionários com inteligência artificial nos EUA, apontam relatórios.

Por Redação Noticiário IA

· 3 min de leitura

Uso de IA eleva custos na NSA e no setor de saúde dos EUA
Imagem: The Decoder

Resumo rápido

  • NSA relata ao Congresso norte-americano gastos de bilhões de dólares no teste de modelos avançados de inteligência artificial.
  • Contratos corporativos cobrados por token encarecem o uso, com agentes consumindo até mil vezes mais processamento.
  • No setor de saúde dos EUA, hospitais e seguradoras usam sistemas automatizados em disputas de cobrança e faturamento.
Entenda o contexto

Tokens são as unidades de texto ou dados processadas por um modelo de linguagem para gerar respostas. À medida que as empresas adotam fluxos de trabalho baseados em agentes autônomos, a quantidade de tokens consumidos cresce significativamente, elevando os custos de infraestrutura computacional.

O uso intensivo de inteligência artificial está gerando um aumento considerável nos custos operacionais de governos e empresas nos Estados Unidos. Segundo reportagem do veículo The Washington Sun citada pelo The Decoder, a Agência de Segurança Nacional (NSA) informou ao Congresso norte-americano que gastará bilhões de dólares este ano para testar modelos avançados de IA, sendo o poder de computação a maior parte dessa despesa.

Custos de computação e cobrança por tokens

Além dos gastos com infraestrutura, a NSA enfrenta despesas com pessoal para competir com os pacotes salariais oferecidos pelos laboratórios de IA. De acordo com fontes consultadas pelos veículos de imprensa, parlamentares preveem que a supervisão integral de sistemas de IA pode custar dezenas de bilhões de dólares anualmente, valor muito acima das estimativas iniciais do Escritório de Orçamento do Congresso.

Diferente das assinaturas individuais para consumidores, que contam com subsídios, o atendimento a clientes corporativos ocorre majoritariamente por demanda calculada em tokens — as unidades básicas de texto e dados processadas por um modelo. Dados da consultoria SemiAnalysis indicam que fluxos de trabalho operados por agentes autônomos podem consumir até mil vezes mais tokens do que interações simples por chat.

Para tentar conter esses valores, fornecedores vêm ajustando suas ofertas comerciais. Reportagem do The Information aponta que a OpenAI passou a permitir que alguns grandes clientes paguem apenas por tarefas concluídas, além de lançar os modelos GPT-6 Sol e Luna com metade da taxa padrão de API. No entanto, os modelos de ponta continuam caros e com comercialização voltada a programas fechados de segurança cibernética. De acordo com o Financial Times, a OpenAI projeta gastar cerca de US$ 856 bilhões em poder computacional até 2030, enquanto a Anthropic planeja sua oferta pública inicial (IPO) para no máximo novembro deste ano.

Disputas automatizadas no faturamento hospitalar

No setor de saúde norte-americano, a elevação de gastos ocorre devido ao uso de ferramentas automatizadas para ajustes de faturamento. Segundo reportagem do The New York Times baseada em um estudo da Blue Cross Blue Shield Association, hospitais usaram codificação assistida por IA para gerar quase US$ 1 bilhão em custos adicionais ao longo de dois anos. Os sistemas classificaram atendimentos como mais graves e adicionaram diagnósticos secundários, elevando a cobrança em média em quase US$ 12.000 por caso, sem alteração aparente no tratamento prestado.

O sistema de saúde McLaren Health Care declarou obter US$ 1 milhão adicional por mês utilizando um software da SmarterDx. Por outro lado, as seguradoras também utilizam sistemas automatizados para analisar prontuários e identificar alegações que possam ser recusadas. Especialistas do setor avaliam que a automação tende a aumentar os gastos gerais em saúde ao baratear o custo operacional de recorrer contestações entre as partes.

Referências

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