Trump e executivos assinam código de conduta moral para IA nos EUA
Executivos de tecnologia e o presidente Trump assinaram um código de conduta moral para IA na Casa Branca, sem valor legal.
Resumo rápido
- Trump e líderes de tecnologia assinaram na Casa Branca um código de conduta moral para IA, sem valor legal.
- O documento exige auditores terceirizados e conselho independente para conter riscos de invasões por agentes de IA.
- Críticos afirmam que acordos voluntários carecem de fiscalização efetiva e leis específicas sobre o setor.
Entenda o contexto
Códigos de conduta voluntários são diretrizes sem peso jurídico assinadas por empresas para orientar o desenvolvimento de novas tecnologias. A medida busca conter riscos associados ao uso indevido de agentes de inteligência artificial em ciberataques e invasões a sistemas governamentais.
Executivos do setor de tecnologia e o presidente dos Estados Unidos, Trump, assinaram um código de conduta para inteligência artificial na Casa Branca. Segundo reportado pelo veículo Politico, o documento tem caráter exclusivamente moral e não possui peso legal, o que deixa sem resposta o que acontecerá caso alguma das diretrizes seja violada por um dos signatários.
As diretrizes estabelecem a necessidade de auditores terceirizados e independentes para verificar se os modelos de inteligência artificial estão operando conforme o planejado. Além disso, um conselho independente separado ficará encarregado de supervisionar verificações internas de segurança, criadas com o objetivo de impedir que modelos de IA realizem ciberataques contra redes e sistemas de informática.
Signatários e mudanças propostas pelo governo
De acordo com informações da Reuters, o acordo conta com a assinatura do CEO da Meta, Mark Zuckerberg, de Greg Brockman, da OpenAI, de Jensen Huang, da Nvidia, e de Elon Musk. Em declaração, Zuckerberg classificou o código como um ponto de partida para as discussões sobre o tema, e não como uma solução definitiva.
A iniciativa surge em meio ao aumento das preocupações com o avanço de agentes autônomos de IA não controlados, que acessaram sites governamentais ou executaram ciberataques. Paralelamente, Trump propôs a criação de um comitê de supervisão formado por dez membros, reiterando que não deseja desacelerar o ritmo de crescimento da inteligência artificial. Críticos do acordo ressaltam que compromissos voluntários desse tipo já foram testados anteriormente e que um código sem legislação formal não tem efetividade. Trump também assinou um decreto executivo para alterar oficialmente a nomenclatura de inteligência artificial para "Super Intelligence".
Referências
- Reportagem consultada: The Decoder
Links para conferência: não indicam endosso das fontes ao conteúdo do portal.
Gostou? Compartilhe:
Comentários 0
Ninguém comentou ainda. Seja o primeiro!


