Saudi Aramco adquire 49% da Humain em acordo de US$ 2,6 bi
A Saudi Aramco anunciou a compra de 49% da empresa de IA Humain por US$ 2,6 bilhões para expandir sua atuação no setor e reforçar infraestrutura.
Resumo rápido
- A petrolífera Saudi Aramco vai adquirir 49% de participação na empresa de inteligência artificial Humain com uma contribuição de cerca de US$ 2,6 bilhões em 2026.
- A Humain foi fundada em maio de 2025 pelo fundo soberano PIF e desenvolve infraestrutura, serviços em nuvem e modelos de linguagem como o ALLaM.
- A empresa projeta construir três gigawatts em capacidade de centros de dados até 2030 para atender demandas locais e externas.
Entenda o contexto
A Humain é uma empresa criada pelo fundo soberano da Arábia Saudita para concentrar iniciativas de infraestrutura e desenvolvimento de modelos de inteligência artificial no país. O investimento da Saudi Aramco reforça a estratégia do governo saudita de diversificar sua economia e expandir a capacidade de processamento de dados na região.
A petroleira estatal Saudi Aramco informou que está adquirindo uma participação de 49% na Humain, empresa voltada ao desenvolvimento de inteligência artificial na Arábia Saudita. Segundo a Aramco, o negócio envolve uma contribuição de cerca de US$ 2,6 bilhões em 2026, além do fornecimento de sua própria tecnologia de IA para a companhia.
Estrutura e metas de infraestrutura
A Humain foi criada em maio de 2025 pelo fundo soberano saudita PIF. A empresa é dedicada à construção de centros de dados, desenvolvimento de serviços de nuvem e treinamento de modelos de IA, como o modelo de linguagem em língua árabe ALLaM.
A meta da Humain é atingir três gigawatts de capacidade em centros de dados até 2030, atendendo a demandas internas e internacionais com o objetivo de exportar soluções de inteligência artificial. No final de agosto, a AMD informou que a infraestrutura desenvolvida em parceria com a Cisco e a Humain já está operando para clientes dentro e fora da Arábia Saudita.
Uso interno e investimentos do grupo
A Aramco afirmou que pretende utilizar as tecnologias em suas próprias operações diárias e gerar receita adicional vendendo suas soluções de inteligência artificial. Por meio de seu braço de investimentos, o Wa'ed Ventures, a petroleira também possui participação na Rebellions, empresa sul-coreana focada no desenvolvimento de chips para IA.
De acordo com declarações do CEO da Humain, Tareq Amin, ao veículo Semafor em setembro, a guerra contra o Irã levou a empresa a reforçar a proteção de seus centros de dados, utilizando a experiência da Aramco na segurança de instalações petrolíferas como modelo. Segundo o executivo, a busca pelos serviços da companhia não registrou queda no período. As informações sobre o investimento foram divulgadas em reportagem do site The Decoder.
Referências
- Reportagem consultada: The Decoder
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