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OpenAI pode estar pronta para IPO em 2027, diz Greg Brockman

Greg Brockman afirmou que a OpenAI pode estar pronta para um IPO em 2027, impulsionada pelo crescimento das receitas com clientes corporativos.

Por Redação Noticiário IA

· 3 min de leitura

Foto de Greg Brockman, cofundador da OpenAI, gesticulando ao falar durante um evento de tecnologia.
Imagem: TechCrunch — IA

Resumo rápido

  • O cofundador e presidente da OpenAI, Greg Brockman, declarou que a empresa pode estar pronta para uma oferta pública inicial (IPO) em 2027.
  • A receita anualizada da companhia cresceu 70% no terceiro trimestre de 2026, impulsionada pelo segmento corporativo, que dobrou no período.
  • Os clientes empresariais passaram a representar a maior parte do faturamento da OpenAI, superando o patamar anterior de cerca de 30%.
Entenda o contexto

Uma oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) é o processo em que uma empresa privada abre seu capital vendendo ações ao público na bolsa de valores. A transição para o atendimento a grandes corporações busca expandir as fontes de receita recorrente de empresas de inteligência artificial.

A OpenAI pode estar pronta para realizar uma oferta pública inicial de ações (IPO) em 2027. A declaração foi feita pelo cofundador e presidente da companhia, Greg Brockman, na quarta-feira, durante uma conferência de tecnologia promovida pelo Wall Street Journal. O executivo destacou o crescimento das receitas no setor corporativo como o principal fator de sustentação para os planos da organização, segundo reportagem do TechCrunch.

Qual é o prazo para a abertura de capital da OpenAI?

Ao responder a um questionamento sobre estar preparado para um IPO no próximo ano, Brockman respondeu que acredita que sim. Ele declarou que a empresa tem deixado claro o desejo de abrir o capital no momento considerado adequado e demonstrou confiança nos resultados recentes, apontando progressos alcançados ao longo do ano.

O que impulsionou os resultados financeiros no mercado corporativo?

De acordo com Brockman, a trajetória da OpenAI como empresa mudou ao longo de 2026. O executivo relatou que o primeiro e o segundo trimestres do ano foram difíceis para a organização. Ele também admitiu que a OpenAI não estava na conversa quanto à codificação por agentes — área em que o Claude Code, da concorrente Anthropic, ganhou participação de mercado. Brockman pontuou que a OpenAI tinha o Codex, mas ninguém estava falando sobre ele, e a equipe focou em executar o trabalho.

No terceiro trimestre de 2026, a receita anualizada da OpenAI teve um crescimento de 70% na comparação trimestral. Brockman atribuiu essa aceleração ao fato de a divisão de atendimento a empresas ter dobrado de tamanho. Ele explicou que esse avanço não foi resultado de algo ocorrido apenas naquele trimestre, mas o ponto culminante de investimentos que a empresa vinha realizando até então.

Atualmente, a maioria do faturamento da OpenAI provém do negócio corporativo, setor que antes correspondia a apenas cerca de 30% da receita total. Brockman ponderou que o segmento voltado ao consumidor individual não encolheu e continua crescendo, mas o setor empresarial cresceu de forma mais expressiva. Como exemplo de contrato firmado nessa fase, o executivo citou uma recente parceria com o banco JPMorgan Chase.

Quais foram as lições no atendimento a empresas?

Durante a conferência, Brockman também falou sobre as lições aprendidas pela OpenAI na venda para o mercado corporativo. Ele afirmou que a empresa compreendeu que seu papel é ajudar os clientes a identificar os marcos mais importantes que podem alcançar com a tecnologia de IA, além de construir confiança e demonstrar que é um parceiro confiável para o longo prazo.

Segundo o executivo, há cerca de um ano a OpenAI não estava verdadeiramente no segmento corporativo e era percebida como uma empresa voltada para o consumidor final, o que levava potenciais clientes a questionar o compromisso de longo prazo da companhia com o setor empresarial.

Referências

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