OpenAI investe em startup de implantes cerebrais para detectar câncer
OpenAI participou de uma rodada seed de US$ 45 mi na Coherence, que desenvolve implantes cerebrais capazes de detectar sinais de tumores e planeja ensaio clínico em glioblastoma.
Resumo rápido
- OpenAI investiu US$ 45 mi na startup Coherence, que cria implantes cerebrais para detectar câncer.
- A empresa já testou o dispositivo em três pacientes durante cirurgia no Royal Melbourne Hospital.
- Com o novo financiamento, Coherence pretende iniciar ensaio clínico de longo prazo em glioblastoma.
Entenda o contexto
Coherence é uma startup que combina interfaces cérebro‑computador com IA para ler sinais neurais e identificar a presença de tumores. O investimento da OpenAI reflete o interesse crescente de grandes empresas de IA em fontes de dados biológicos para treinar modelos avançados.
OpenAI participou de uma rodada seed de US$ 45 milhões na startup Coherence, empresa de San Francisco que desenvolve implantes cerebrais capazes de detectar sinais elétricos associados a tumores.
Teste inicial em pacientes humanos
Durante o verão, Coherence realizou um teste preliminar em três pacientes que já estavam submetidos a cirurgia de remoção de tumor no Royal Melbourne Hospital, na Austrália. O implante ficou no cérebro por cerca de 30 minutos, permitindo uma verificação de segurança inicial.
Próximos passos e objetivo clínico
Com o capital recém‑captado, a empresa pretende lançar um ensaio clínico de longo prazo em pacientes com glioblastoma, forma agressiva de câncer cerebral. O dispositivo também foi projetado para emitir estimulação elétrica leve, com a intenção de interromper o crescimento tumoral.
Ben Woodington, CEO e cofundador da Coherence, afirma que a sinergia entre grandes laboratórios de IA e empresas de interfaces cérebro‑computador está crescendo, e que “capturar dados para treinar modelos melhores e usar isso para otimizar tratamentos será super importante”.
Ian Hathaway, parceiro do OpenAI Startup Fund, elogiou a abordagem da Coherence, descrevendo-a como “incrivelmente inovadora”.
Woodington acrescentou que, apesar do investimento, não há cláusulas que permitam à OpenAI acessar os dados cerebrais ou de saúde gerados pelos implantes, diferindo da relação da empresa com a Merge Labs, outra startup de interface cérebro‑computador.
Referências
- Reportagem consultada: Wired — IA
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