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Nvidia destaca uso de IA em projetos de energia limpa

Nvidia mostra como startups e empresas usam IA para otimizar a rede eletrica, reatores nucleares e armazenamento de energia.

Por Redação Noticiário IA

· 2 min de leitura

Nvidia destaca uso de IA em projetos de energia limpa
Imagem: NVIDIA — Blog

Resumo rápido

  • Nvidia apresenta projetos de startups que aplicam IA para acelerar a expansão da energia limpa.
  • Aplicações variam de simulações da rede elétrica a suporte operacional em usinas nucleares.
  • Tecnologias como Blackwell e Omniverse são usadas para otimizar baterias e reatores.
Entenda o contexto

A expansão dos centros de dados para treinamento e execução de inteligência artificial tem elevado a demanda por energia elétrica. O uso de IA pela indústria energética visa otimizar processos de simulação, permitindo que novas fontes de geração e armazenamento sejam integradas à rede de forma mais rápida.

A Nvidia destacou nesta segunda-feira (21 de setembro de 2026), durante a New York Climate Week, o trabalho de cinco empresas que utilizam inteligência artificial e suas plataformas computacionais para acelerar iniciativas de energia limpa. Segundo a companhia, gargalos como infraestrutura desatualizada e custos elevados têm atrasado a transição energética, e o uso de IA busca encurtar o tempo entre as pesquisas e a aplicação prática.

Simulação de redes e operações nucleares

Entre as empresas citadas está a ThinkLabs AI, que utiliza a plataforma Nvidia CUDA para criar agentes e gêmeos digitais — representações virtuais de sistemas físicos. A ferramenta é usada para simular o comportamento da rede elétrica e facilitar a integração de novas fontes renováveis. Segundo o relato divulgado, a concessionária Southern California Edison utilizou o software da ThinkLabs para reduzir o tempo de avaliação de pedidos de interconexão à rede de um período de 30 a 45 dias para dois minutos.

No setor nuclear, a startup Atomic Canyon desenvolveu as plataformas Neutron e NIVA para auxiliar operadores de reatores. Processada em computação acelerada da Nvidia, a tecnologia compila dados regulatórios, manuais e histórico operacional em uma camada de conhecimento. O sistema NIVA foi desenvolvido em conjunto com órgãos como o Institute of Nuclear Power Operations para atender a frota nuclear dos Estados Unidos, incluindo a usina de Diablo Canyon, operada pela PG&E.

Baterias para centros de dados e energia de fusão

A Redwood Materials apresentou uma solução para fornecer eletricidade a instalações de IA fora da rede tradicional. A empresa utiliza baterias recicladas de veículos elétricos integradas a uma camada de inteligência rodando na plataforma Nvidia Blackwell. O sistema monitora a demanda energética dos centros de dados em tempo real e faz os reajustes necessários para suportar as variações de carga dos treinos de modelos.

Já na área de energia nuclear avançada, a TerraPower utiliza bibliotecas do Nvidia Omniverse para criar gêmeos digitais do seu reator Natrium. Resfriado por sódio líquido em vez de água, o projeto visa acelerar o planejamento e a construção de novas usinas. No mesmo segmento, a Commonwealth Fusion Systems utiliza ferramentas do Omniverse e o padrão OpenUSD para simular testes em seu dispositivo de fusão SPARC. A expectativa da empresa é conectar sua primeira usina comercial, chamada ARC, à rede elétrica na década de 2030.

Referências

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