Microsoft desmantela plataforma de IA usada para invadir 12 mil contas
A Microsoft liderou o desmantelamento da plataforma EvilTokens, que usava IA para analisar e-mails e aplicar golpes contra empresas.
Resumo rápido
- A Microsoft desmantelou a EvilTokens, plataforma por assinatura que usou IA para comprometer 12 mil contas.
- O serviço cobrava taxa inicial de US$ 1.500 e mensalidade de US$ 500 em um canal do Telegram criado em fevereiro.
- A IA analisava caixas de entrada de vítimas e criava e-mails falsos personalizados para transferências de dinheiro.
Entenda o contexto
O EvilTokens operava como um modelo de crime como serviço, vendendo acesso automatizado a invasões de e-mail. A inclusão de ferramentas de IA permitiu acelerar a análise de dados roubados e a personalização de mensagens para golpes financeiros.
A Microsoft anunciou nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, que liderou uma operação junto à indústria para desmantelar uma plataforma de fraude baseada em assinatura que usava inteligência artificial para invadir contas. O serviço, conhecido como EvilTokens, foi responsável por comprometer 12.000 contas da Microsoft ao longo de alguns meses.
A plataforma foi apresentada em fevereiro por meio de um canal no Telegram. Para utilizar a ferramenta, os cibercriminosos pagavam uma taxa inicial de US$ 1.500, além de uma cobrança mensal recorrente no valor de US$ 500. A proposta do serviço era simplificar quase todas as etapas necessárias para invadir contas de e-mail em larga escala.
Uso de chatbot para automação e personalização de golpes
Segundo as informações divulgadas pela empresa, o centro do serviço EvilTokens contava com um chatbot no estilo de IA capaz de examinar a caixa de entrada das vítimas. O sistema analisava as mensagens para identificar relacionamentos de confiança, autorizações de pagamento e responsabilidades confidenciais, apontando os cenários em que as tentativas de fraude teriam maior probabilidade de sucesso.
A ferramenta também recomendava estratégias para a realização dos golpes, o que incluía a redação de e-mails de acompanhamento. As mensagens simulavam contatos de confiança para induzir funcionários de empresas a transferirem fundos para contas sob o controle dos invasores, reduzindo o tempo do processo para minutos.
Referências
- Reportagem consultada: Ars Technica — IA
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