Goldman Sachs prevê US$ 1,2 tri das Big Techs em IA até 2027
A Goldman Sachs projeta que Amazon, Alphabet, Microsoft, Oracle e Meta gastem US$ 1,2 trilhão em infraestrutura de inteligência artificial em 2027.
Resumo rápido
- Goldman Sachs projeta gastos de US$ 1,2 trilhão em infraestrutura de IA em 2027 por cinco gigantes de tecnologia.
- O valor supera o investimento previsto para este ano e o consenso de US$ 1,1 trilhão do mercado financeiro.
- Para recuperar os aportes, empresas precisarão de cerca de US$ 300 bilhões anuais em receitas de IA.
Entenda o contexto
A infraestrutura para inteligência artificial envolve a construção de data centers, aquisição de chips e contratação de suprimento de energia para treinar e rodar modelos. A projeção do banco indica a escala dos recursos exigidos do setor para manter o avanço da tecnologia.
A Goldman Sachs prevê que Amazon, Alphabet, Microsoft, Oracle e Meta gastem, juntas, US$ 1,2 trilhão em infraestrutura de inteligência artificial no ano de 2027. O número citado pelo estrategista Ryan Hammond à Bloomberg fica acima do consenso de Wall Street, estipulado em US$ 1,1 trilhão, e ultrapassa o montante projetado para este ano, de cerca de US$ 800 bilhões. Em termos relativos ao Produto Interno Bruto (PIB), o banco afirma que este se tornará o maior ciclo de investimentos desde a expansão das ferrovias no século XIX.
Apesar do avanço no volume financeiro, a taxa de expansão anual desses aportes deve sofrer uma desaceleração gradativa. Segundo as estimativas do banco de investimento, o crescimento dos gastos recua de quase 100% em 2026 para 54% em 2027, atingindo a marca de 12% em 2028.
Receitas necessárias e limitações de infraestrutura
Para recuperar o capital investido nessa infraestrutura, a instituição calcula que as companhias precisarão alcançar cerca de US$ 300 bilhões anuais em receitas geradas por inteligência artificial. Os ganhos atuais das empresas ainda não cobrem esse valor, embora o crescimento das receitas de serviços em nuvem tenha saltado de 25% em 2024 para 48% no segundo trimestre de 2026. O relatório ressalta que permanece incerto se a expansão de faturamento em laboratórios como OpenAI e Anthropic será veloz o suficiente para respaldar as projeções financeiras do setor.
O levantamento da Goldman Sachs aponta que as despesas do setor já ultrapassam o volume de caixa produzido pelas operações habituais dessas corporações, o que leva ao aumento do financiamento por meio de dívidas. Além do aspecto financeiro, entraves no suprimento de energia elétrica, falta de mão de obra e gargalos no fornecimento de chips de memória podem reduzir o ritmo dessa expansão.
Referências
- Reportagem consultada: The Decoder
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