Falha zero-day no assistente Muse da Meta expõe controle de dispositivos

Vulnerabilidade zero-day no Muse da Meta permite controle do agente por comandos locais. A Amazon também passou a bloquear o assistente em seu site.

Por Redação Noticiário IA

· 2 min de leitura

Falha zero-day no assistente Muse da Meta expõe controle de dispositivos
Imagem: Ars Technica — IA

Resumo rápido

  • Uma falha de dia zero no assistente Muse da Meta permite que programas locais assumam o controle do agente no macOS.
  • Para funcionar, o assistente exige acesso completo a recursos como microfone, câmera, arquivos e contas de usuário.
  • Paralelamente às preocupações de segurança, a Amazon começou a bloquear o uso do Muse em seu site oficial.
Entenda o contexto

Um erro do tipo zero-day é uma falha de segurança que é descoberta antes que a empresa responsável consiga lançar uma correção. Em assistentes de IA com permissão para gerenciar arquivos e executar ferramentas no computador, esse tipo de vulnerabilidade pode expor dados sensíveis e o próprio sistema ao controle de terceiros.

Uma vulnerabilidade do tipo zero-day (dia zero) identificada no novo assistente de inteligência artificial da Meta, o Muse, concede a aplicativos executados localmente e a comandos de terminal o controle total do agente. O problema de segurança surge poucas semanas após o lançamento do recurso e após declarações do fundador e CEO da Meta, Mark Zuckerberg, de que o sistema teria sido desenvolvido com foco em privacidade e segurança.

Disponibilizado até o momento apenas como um aplicativo para o sistema operacional macOS — sem versão para Windows —, o Muse atua na execução proativa de tarefas. O assistente realiza agendamentos, preenche formulários, faz compras, cria documentos e interage com serviços como WhatsApp, e-mail, calendário e redes sociais. Quando necessita de uma ferramenta não existente para concluir uma ação, o próprio sistema cria a ferramenta de forma dinâmica.

Acesso a permissões do sistema e bloqueios

Para executar suas funções, o Muse exige permissões amplas no dispositivo do usuário. A ferramenta requer autenticação em serviços externos e acesso a recursos restritos do macOS, permitindo a gravação de arquivos no disco, monitoramento de localização e agendas, além de uso da câmera e do microfone do computador. Na prática, a integração do assistente acaba contornando proteções padrão que a Apple desenvolveu para barrar o acesso direto de softwares a esses componentes.

A revelação da vulnerabilidade ocorre no mesmo período em que o assistente enfrenta restrições por parte de outras plataformas de tecnologia. A Amazon bloqueia agente de IA Muse da Meta em sua loja virtual desde domingo, impedindo a atuação do assistente dentro de seus serviços online.

Referências

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