Ex‑funcionário da OpenAI é acusado de usar chatbot para instalar gravador clandestino

Abdulrahman Alfozan teria usado um chatbot interno da OpenAI para planejar a instalação de um dispositivo de gravação em sala de conferências da empresa.

Por Redação Noticiário IA

· 2 min de leitura

Ex‑funcionário da OpenAI é acusado de usar chatbot para instalar gravador clandestino
Imagem: Wired — IA

Resumo rápido

  • Ex‑funcionário da OpenAI usou chatbot interno para planejar espionagem.
  • Dispositivo encontrado foi um Seeed XIAO ESP32‑S3 Sense, criptografado.
  • OpenAI afirma que não houve vazamento de código ou dados de clientes.
Entenda o contexto

OpenAI é uma empresa de pesquisa e desenvolvimento de inteligência artificial que cria modelos avançados de linguagem. O caso envolve o uso de um chatbot interno para planejar espionagem, levantando questões de segurança interna e proteção de propriedade intelectual.

Abdulrahman Alfozan, cidadão saudita de 35 anos e residente permanente nos EUA, foi acusado de usar um chatbot interno da OpenAI para planejar a instalação de um gravador de áudio em uma sala de conferências da empresa.

Detalhes da operação

Segundo a denúncia, Alfozan passou semanas consultando um “agente de produtividade” e um “chatbot de IA” para obter informações sobre reuniões agendadas na sala alvo. Ele também teria usado a conta de chatbot de sua esposa para fazer perguntas técnicas sobre como montar um dispositivo de gravação oculto.

O equipamento encontrado foi identificado como Seeed XIAO ESP32‑S3 Sense, uma placa de desenvolvimento do tamanho de um polegar com câmera destacável, microfone digital e armazenamento microSD. O cartão microSD estava criptografado, impedindo a revisão dos dados.

Reação da OpenAI e das autoridades

OpenAI declarou que, até o momento, não há indícios de que Alfozan tenha acessado ou exfiltrado pesos de modelo, código‑fonte ou dados de clientes. A empresa notificou o FBI, que conduziu a investigação. O dispositivo foi descoberto em 30 de setembro durante uma varredura de contra‑vigilância.

Alfozan foi preso, compareceu ao Tribunal Distrital dos EUA em San Francisco e responde a um cargo de “uso de dispositivo eletrônico para interceptar comunicações orais”. Se condenado, pode cumprir até cinco anos de prisão.

Contexto adicional

Alfozan ingressou na OpenAI em julho de 2025, tendo trabalhado anteriormente em uma startup de logística e na Meta. Seu perfil no LinkedIn indica vínculo como “venture partner” em tempo parcial na RAED Ventures, empresa de capital de risco saudita.

O caso ocorre em meio a acordos recentes entre os EUA e a Arábia Saudita que permitem ao reino acesso a chips avançados e tecnologias de IA, embora nem o FBI nem a OpenAI tenham divulgado motivações específicas para a suposta espionagem.

Referências

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