EUA banem Deepseek e China critica medida com protesto e promessa

O DHS dos EUA proibiu o uso de softwares da Deepseek em agências civis. A China protestou, exigiu a revogação e prometeu adotar contramedidas.

Por Redação Noticiário IA

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EUA banem Deepseek e China critica medida com protesto e promessa
Imagem: The Decoder

Resumo rápido

  • O DHS dos EUA proibiu softwares da Deepseek em agências civis federais.
  • A China criticou a proibição e prometeu adotar contramedidas resolutas.
  • Serviços ocidentais de IA como ChatGPT continuam bloqueados na China.
Entenda o contexto

Deepseek é uma empresa chinesa de inteligência artificial cujos modelos são de código aberto. O governo dos Estados Unidos impôs restrições ao uso de seus softwares em agências federais civis por preocupações com a segurança de dados, gerando protestos e promessas de retaliação por parte da China, que mantém rígidos controles e bloqueios sobre serviços estrangeiros de IA em seu próprio território.

O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) ordenou recentemente que agências civis federais removam de seus sistemas de TI todos os produtos da empresa de inteligência artificial chinesa Deepseek. A restrição abrange tanto os softwares da companhia quanto futuras compras e ferramentas de outros fornecedores construídas sobre os modelos de código aberto da organização.

A decisão foi motivada pela preocupação de Washington de que Pequim possa acessar dados sensíveis por meio da Deepseek. Em resposta, o governo chinês criticou duramente a medida. O Ministério das Relações Exteriores acusou os Estados Unidos de exagerarem no conceito de segurança nacional, enquanto o Ministério do Comércio exigiu a revogação da proibição e prometeu tomar contramedidas resolutas.

Contraste regulatório e restrições locais

Segundo o material divulgado, a posição de Pequim enfrenta contestações quanto à consistência regulatória, uma vez que o mercado chinês restringe serviços ocidentais de forma ampla. Ferramentas como ChatGPT, Claude e Gemini não contam com aprovação no país. Desde 2023, a Administração do Ciberespaço exige revisões de serviços de inteligência artificial para garantir conformidade com diretrizes políticas, uma regra válida para todo o mercado nacional e não apenas para órgãos de governo.

Relatos também indicam restrições ao uso de iPhones por funcionários governamentais e a substituição gradual de hardware e software estrangeiros por produtos domésticos em órgãos estatais. Além disso, de acordo com o New York Times, Pequim propôs controles próprios de exportação e licenciamento para tecnologias de inteligência artificial.

O cenário reflete um movimento em que ambos os países invocam a segurança nacional para proteger seus mercados e tecnologias, associando políticas de segurança a diretrizes econômicas e de controle de exportação.

Referências

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