Enveda capta US$ 311 milhões para IA em descoberta de medicamentos
A biotech Enveda alcançou avaliação de US$ 2 bilhões e captou US$ 311 milhões para levar tratamentos identificados por IA a ensaios clínicos.
Resumo rápido
- A startup de biotecnologia Enveda arrecadou US$ 311 milhões em uma captação de Série E.
- Com o investimento, a avaliação de mercado da empresa chegou a US$ 2 bilhões, dobrando em um ano.
- A empresa utiliza IA para extrair compostos de plantas e micróbios e avança com testes clínicos humanos.
Entenda o contexto
A Enveda é uma startup de biotecnologia que utiliza algoritmos de inteligência artificial para mapear compostos terapêuticos presentes na natureza, como plantas e microorganismos. O investimento do setor visa acelerar a fase de testes clínicos para verificar se substâncias identificadas por sistemas computacionais podem se tornar tratamentos seguros e eficazes para uso humano.
A startup de biotecnologia Enveda anunciou nesta quarta-feira, 23 de setembro de 2026, a captação de US$ 311 milhões em uma rodada de investimentos Série E. O aporte, liderado pela Catalio Capital Management e com participação do fundo Iconiq e outros investidores, elevou a avaliação de mercado da empresa para US$ 2 bilhões — o dobro do valor atingido há 12 meses.
Fundada em 2019 por Viswa Colluru, ex-funcionário da Recursion Pharmaceuticals, a Enveda foca na descoberta de tratamentos a partir de elementos do mundo natural. Em vez de sintetizar substâncias do zero em laboratório, a empresa utiliza inteligência artificial e outras técnicas avançadas para identificar e acelerar o aproveitamento de remédios derivados de plantas e micróbios. O avanço reflete o crescimento de aportes no setor de IA aplicada à biologia.
Avanço de remédios derivados de IA em testes clínicos
Apesar de a inteligência artificial ainda não ter gerado nenhum medicamento aprovado pela Food and Drug Administration (FDA), a agência reguladora dos Estados Unidos, a Enveda integra o grupo de empresas que tenta avançar candidatos descobertos por IA para a fase de testes clínicos em humanos.
Atualmente, a startup já está testando substâncias diretamente em pacientes. Entre os medicamentos em avaliação estão um focado no tratamento de condições graves de pele e outro voltado para auxiliar na manutenção da perda de peso após a interrupção do uso de medicamentos da classe dos GLP-1s.
Referências
- Reportagem consultada: TechCrunch — IA
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