Ema capta US$ 77 milhões para automação com agentes de IA
A startup Ema levantou US$ 77 milhões em rodada Série B para expandir sistemas de agentes de IA que automatizam processos em empresas.
Resumo rápido
- A startup Ema capta US$ 77 milhões em rodada Série B para expandir o uso de agentes de IA em empresas.
- A tecnologia da empresa conecta múltiplos modelos para executar processos em recursos humanos, TI e finanças.
- A capitalização será usada na expansão das vendas e operações globais da companhia.
Entenda o contexto
A Ema desenvolve soluções baseadas em agentes de IA, que são sistemas capazes de tomar decisões e executar sequências de tarefas complexas em nome do usuário. O modelo busca automatizar fluxos de trabalho que antes dependiam da operação manual em softwares corporativos tradicionais.
A startup Ema anunciou a captação de US$ 77 milhões em uma rodada de financiamento Série B realizada nesta quarta-feira, 23 de setembro de 2026. O investimento foi liderado pela firma de capital de risco Creaegis, sediada em Bengaluru, e contou com a participação de investidores anteriores como Accel, Section 32 e Prosus. Com o aporte, a empresa atinge um total de US$ 140 milhões em recursos captados desde sua criação.
Fundada em 2023 por Surojit Chatterjee, ex-executivo do Google e da Coinbase, e Souvik Sen, ex-executivo da Okta, a Ema desenvolve sistemas que coordenam múltiplos agentes de inteligência artificial. Batizados pela empresa de "funcionários de IA", esses ecossistemas realizam sequências de processos corporativos em áreas de recursos humanos, tecnologia da informação e finanças, operando diretamente sobre os aplicativos já utilizados pelas companhias.
Automação corporativa e mercado
Segundo a empresa, o objetivo de sua arquitetura é atuar sobre os sistemas legados das corporações. De acordo com declarações de Chatterjee, o software da Ema é capaz de se integrar a mais de 150 modelos de inteligência artificial, incluindo sistemas proprietários e modelos de código aberto. Ele afirma que o avanço dos modelos de linguagem beneficia a operação da startup, pois sua tecnologia foca no conhecimento de domínio e na orquestração necessária para executar os processos do início ao fim.
O avanço das aplicações com agentes ocorre em um cenário de disputa mais amplo do setor. Empresas do segmento de IA, a exemplo da Anthropic com a expansão da linha Claude e da OpenAI com equipes especializadas de engenharia, também mantêm iniciativas voltadas ao ecossistema corporativo.
Métricas e planos de expansão
A Ema relatou que possui mais de 50 acordos comerciais ativos e ultrapassou a marca de 1 milhão de usuários empresariais. A lista de clientes divulgada inclui companhias como NTT DATA, Hitachi, ADP, PwC, Google, KPMG, Wipro e Microsoft. A empresa afirmou que suas reservas de receita superaram US$ 150 milhões, valor que engloba contratos plurianuais de dois e três anos.
Diferente de modelos tradicionais de software comercializados como serviço (SaaS), a Ema declarou que não cobra por licenças individuais de usuários nem pela quantidade de tokens de IA consumidos. O modelo de precificação é atrelado à conclusão de tarefas e aos resultados de negócios obtidos. Sediada em Mountain View, com escritórios em Bengaluru, Londres e Vancouver, a startup informou que direcionará os novos recursos para suas operações de vendas e marketing, além de planejar a expansão de seus negócios para a América do Sul, Ásia-Pacífico e Oriente Médio ao longo do próximo ano.
Referências
- Reportagem consultada: TechCrunch — IA
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