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Claude Science gera o primeiro mapa ultravioleta completo do céu

Ferramenta da Anthropic coordena agentes de IA para unificar dados espaciais e criar mapa inédito do céu em ultravioleta.

Por Redação Noticiário IA

· 2 min de leitura

Claude Science gera o primeiro mapa ultravioleta completo do céu
Imagem: The Decoder

Resumo rápido

  • O Claude Science mapeou todo o céu em luz ultravioleta unificando dados de missões espaciais.
  • Agentes de IA usaram técnicas de inpainting para reconstruir lacunas com desvio médio de 10%.
  • O projeto busca demonstrar como a IA pode assumir tarefas trabalhosas na análise científica.
Entenda o contexto

O Claude Science é uma aplicação de inteligência artificial desenvolvida pela Anthropic focada em automatizar tarefas de pesquisa científica. A luz ultravioleta vinda do espaço revela fenômenos astronômicos, mas exige coleta por satélites devido ao bloqueio da atmosfera terrestre.

A ferramenta Claude Science, da Anthropic, gerou o primeiro mapa completo do céu em luz ultravioleta. O trabalho foi detalhado pelo astrofísico Brice Ménard, da Universidade Johns Hopkins, no site da Anthropic. A iniciativa busca demonstrar a capacidade de sistemas automatizados em assumir tarefas trabalhosas de análise de dados que pesquisadores frequentemente deixam de realizar por falta de tempo.

A observação em luz ultravioleta permite visualizar a poeira iluminada por estrelas, como formações de nuvens ao redor de astros jovens ou anéis resultantes de explosões estelares. Até então, não existia um mapeamento integral nessa faixa do espectro porque a camada de ozônio da Terra bloqueia a radiação ultravioleta, exigindo medições feitas a partir do espaço. A missão GALEX, da NASA, chegou a mapear cerca de dois terços do céu, mas não cobriu regiões brilhantes de formação de estrelas.

Integração de dados e reconstituição de lacunas

Para construir o mapa, o Claude Science gerenciou uma rede de agentes de inteligência artificial que baixaram dados de diversas missões espaciais, realizaram a calibração das informações e integraram os registros em um único conjunto. O avanço reflete investimentos da empresa em automação científica, linha de pesquisa observada quando a Anthropic cria laboratório para Claude orientar robôs em pesquisas.

As áreas que não continham medições diretas foram preenchidas por meio de inpainting, técnica em que o modelo estatístico aprende com os dados existentes para reconstruir lacunas. Nos testes realizados pela equipe, as estimativas geradas pela inteligência artificial apresentaram um desvio médio de cerca de dez por cento em relação às medições reais.

De acordo com o astrofísico Brice Ménard, o mapa completo servirá como material didático para a comunidade acadêmica. O pesquisador avalia que o projeto pode incentivar outros cientistas a utilizarem sistemas de inteligência artificial para viabilizar trabalhos semelhantes que estavam pendentes.

Referências

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