Agentes e automação Repercussão

AT&T reestrutura operações e amplia uso de IA para automatizar rede

A AT&T substitui processos manuais e infraestrutura legada por sistemas de IA e software em nuvem, reduzindo cargos de gerência e desenvolvimento.

Por Redação Noticiário IA

· 3 min de leitura

AT&T reestrutura operações e amplia uso de IA para automatizar rede
Imagem: Wired — IA

Resumo rápido

  • A AT&T aplica inteligência artificial no atendimento, na escolha de antenas e na geração de código de software.
  • A empresa planeja substituir hardware por software em nuvem da DriveNets a partir do próximo ano.
  • Com a automação de tarefas, cargos de gerência média e desenvolvedores júniors tendem a ser eliminados.
Entenda o contexto

A AT&T é uma das principais empresas globais de telecomunicações, responsável por gerenciar cerca de 15% do tráfego mundial de internet. A migração de processos manuais e equipamentos legados para soluções baseadas em software e inteligência artificial reflete a busca por maior eficiência operacional no setor.

A gigante das telecomunicações AT&T está reformulando suas operações e acelerando a adoção de sistemas de inteligência artificial para automatizar tarefas internas e gerenciar a sua infraestrutura de conectividade. O movimento ocorre em paralelo ao enxugamento do quadro de funcionários, que registrou um corte de cerca de 2.100 postos de trabalho no primeiro semestre de 2026, somando-se à eliminação de 8.000 vagas ocorrida no ano passado.

A companhia tem empregado ferramentas de IA para substituir processos antigos que exigiam intervenção manual dos colaboradores. A tecnologia é aplicada no suporte ao cliente, no mapeamento de locais para novas antenas celulares, na identificação de falhas de manutenção e no auxílio à escrita de código de software. Para situações de emergência, como eventos climáticos severos, a empresa adota o GeoModeler, um sistema de IA generativa projetado para ajustar as configurações da rede de maneira automatizada e em tempo real.

Automação em nuvem e impacto no quadro de pessoal

Como parte do plano de transformação tecnológica, a AT&T substituirá o hardware físico instalado em milhares de centrais por software baseado em nuvem desenvolvido pela startup israelense DriveNets, da qual a operadora é investidora. O projeto, programado para iniciar no próximo ano, permitirá que técnicos efetuem modificações na rede à distância, incluindo a liberação de conexões de internet de maior velocidade para os clientes.

Devido à ampliação da automação em diferentes etapas de trabalho, a previsão interna é de que posições de gerência média e vagas para desenvolvedores júniors deixem de existir. A reestruturação reflete a tentativa de elevar indicadores financeiros, como a receita gerada por funcionário, parâmetro no qual a AT&T ficou atrás de concorrentes diretas no último ano.

Desativação do cobre e foco em fibra óptica

Em paralelo às iniciativas com inteligência artificial, a operadora avança na desativação da sua rede de fios de cobre, usada tradicionalmente na prestação de serviços de telefonia fixa e banda larga DSL. A expectativa da AT&T é encerrar a oferta dessa infraestrutura antiga em mais de 85% do seu território de cobertura até o encerramento deste ano. A transição permitiu reduzir o consumo global de energia em 13,1% entre 2020 e 2025, além de economizar 660.000 megawatt-hora de eletricidade desde 2024.

O executivo-chefe da companhia, John Stankey, declarou durante conferência em setembro que o objetivo estratégico da empresa é focar em redes sem fio e em fibra óptica de alta velocidade. De acordo com o diretor financeiro da AT&T, Pascal Desroches, a remoção da infraestrutura legada libera mão de obra e reduz custos energéticos. Apesar da redução no número total de trabalhadores, a operadora informou que manterá contratações específicas para desenvolvimento e governança de agentes de IA, além de equipes dedicadas à manutenção da rede de fibra.

Referências

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