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Análise da Wired critica silêncio de executivos sobre ordem de Trump

Em análise, a revista Wired avalia a submissão de líderes de tecnologia ao decreto de Donald Trump que exige a troca do termo inteligência artificial.

Por Redação Noticiário IA

· 2 min de leitura

Análise da Wired critica silêncio de executivos sobre ordem de Trump
Imagem: Wired — IA

Resumo rápido

  • Líderes de tecnologia aceitaram sem contestar decreto de Trump que substitui o termo inteligência artificial.
  • A Wired classifica a atitude dos executivos como um teste de lealdade no qual preferiram evitar confrontos.
  • Especialistas explicam que aplicar a expressão 'Super Inteligência' a sistemas simples é cientificamente incorreto.
Entenda o contexto

O termo inteligência artificial é utilizado desde 1956 para descrever a computação que simula a capacidade cognitiva humana. A imposição da expressão superinteligência altera um conceito acadêmico e técnico consolidado para classificar qualquer sistema de software, independentemente do seu nível de complexidade.

Uma análise publicada pela revista Wired nesta sexta-feira, 2 de outubro de 2026, tece duras críticas à postura de grandes executivos do setor de tecnologia diante das recentes determinações da Casa Branca. Segundo a publicação, o presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump, formalizou um decreto proibindo o uso do termo "inteligência artificial" no âmbito governamental, determinando que a tecnologia passe a ser chamada de "Super Inteligência".

O decreto foi apresentado durante um almoço na Casa Branca com a presença de figuras proeminentes do setor, como Sundar Pichai, Mark Zuckerberg, Jensen Huang, Jeff Bezos, Dario Amodei, Greg Brockman, Alex Karp e Elon Musk. De acordo com a reportagem do veículo, nenhum dos empresários presentes manifestou oposição à mudança, apesar de a expressão ser a base institucional e conceitual de suas companhias há décadas.

Teste de lealdade e concessões regulatórias

Na avaliação veiculada pela Wired, o episódio funcionou como um teste de lealdade promovido pelo presidente para medir a submissão das lideranças corporativas. A publicação cita o autor Jacob Weisberg, segundo o qual os executivos optaram por se calar para evitar o descontentamento presidencial e garantir acordos no modelo de autorregulamentação do setor, evitando a aplicação de diretrizes e supervisões governamentais mais rígidas.

Essa postura contrasta com decisões anteriores em que os próprios líderes assinaram compromissos do setor. O movimento ocorre em meio a desdobramentos em que Trump assina decreto para trocar termo inteligência artificial nos EUA, consolidando uma revisão de nomenclatura de alcance federal.

Incoerência científica da nova nomenclatura

A análise destaca ainda que a troca de termos carece de fundamento científico. O filósofo Nick Bostrom, responsável por popularizar o termo superinteligência, explicou em mensagem à revista que o conceito refere-se estritamente a sistemas que superam de forma ampla a capacidade de todos os cérebros humanos. Para o especialista, aplicar essa definição a ferramentas mais simples do cotidiano, como filtros de spam, corretores ortográficos e modelos de linguagem antigos, é conceitualmente inadequado.

A Wired questionou empresas como Google, Microsoft, Anthropic, Meta, Amazon, OpenAI e xAI sobre eventuais alterações no nome de seus produtos, pesquisas ou marcas registradas para se adequarem à determinação da Casa Branca. Até o momento da publicação da análise, nenhuma das companhias havia respondido aos questionamentos.

Referências

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