OpenAI expõe operações da Rússia e do Irã no ChatGPT

A OpenAI baniu contas do ChatGPT vinculadas a campanhas de desinformação da Rússia e do Irã que publicaram conteúdos em veículos de imprensa.

Por Redação Noticiário IA

· 2 min de leitura

OpenAI expõe operações da Rússia e do Irã no ChatGPT
Imagem: The Decoder

Resumo rápido

  • A OpenAI baniu contas do ChatGPT associadas a campanhas de desinformação da Rússia e do Irã.
  • A operação russa Dark Clark espalhou conteúdos falsos na América Latina e provocou checagens no Equador e Peru.
  • A ação iraniana Bogus Bylines usou perfis falsos de jornalistas para inserir artigos em sites de notícias.
Entenda o contexto

A OpenAI monitora e publica relatórios periódicos sobre o uso indevido de suas ferramentas de inteligência artificial em campanhas de manipulação de informação. A identificação dessas ações busca mitigar a disseminação de conteúdos falsos gerados por IA em veículos de comunicação globais.

A OpenAI revelou ter descoberto duas operações de influência procedentes da Rússia e do Irã que utilizavam o ChatGPT para criar conteúdos e inseri-los em veículos de imprensa reais. De acordo com o relatório da investigação da empresa publicado nesta sexta-feira, 9 de outubro de 2026, as contas associadas aos dois esquemas foram banidas do serviço. Ambas as redes usaram identidades falsas para emplacar histórias em portais de notícias legítimos, em vez de focar apenas em campanhas nas redes sociais.

A operação de origem russa, batizada pela empresa como Dark Clark, direcionou esforços de desinformação para a América Latina com o objetivo de descredibilizar a Ucrânia e desestabilizar a política local. Os agentes controlavam um centro de estudos por meio de um perfil fictício e teriam contratado funcionários regionais sem que estes soubessem da farsa. Áudios e documentos fabricados geraram checagens de fatos e desmentidos oficiais em países como Equador e Peru. A OpenAI classificou o caso no nível 5 de 6 em sua escala de alcance (Breakout Scale) devido à reação de políticos locais aos conteúdos, sendo o primeiro incidente atingir essa marca em dois anos e meio de relatórios.

Operação iraniana usou perfis falsos de jornalistas

Já a campanha vinculada ao Irã, identificada como Bogus Bylines, empregou sete perfis falsos de jornalistas para publicar quase 100 artigos relacionados ao conflito entre os Estados Unidos e o Irã em sites de notícias ao redor do mundo. Os envolvidos também geraram comentários em redes sociais, embora essas interações quase não tenham alcançado engajamento significativo.

Segundo as investigações divulgadas pela companhia, tanto a rede russa quanto a iraniana utilizaram modelos de inteligência artificial principalmente para relatórios internos e para adaptar os materiais de propaganda a diferentes idiomas.

Referências

Links para conferência: não indicam endosso das fontes ao conteúdo do portal.

Comentários 0

Seja respeitoso. Comentários com links passam pela moderação.

Ninguém comentou ainda. Seja o primeiro!

Leia também