OpenAI é alvo de protestos na abertura do evento DevDay
Manifestantes protestaram em São Francisco durante o DevDay da OpenAI, criticando acordos militares, com o ICE e o impacto de data centers.
Resumo rápido
- O evento anual DevDay da OpenAI começou com protestos na entrada do Fort Mason, em São Francisco.
- Manifestantes criticaram contratos governamentais e militares da empresa, com foco especial na agência ICE.
- Os impactos ambientais dos data centers e a concentração de poder na IA também foram alvos de questionamentos.
Entenda o contexto
A OpenAI é uma das principais empresas no desenvolvimento de modelos de inteligência artificial e realiza o DevDay como seu evento anual voltado a desenvolvedores. As manifestações evidenciam as pressões públicas e de entidades trabalhistas sobre as parcerias da indústria de tecnologia com governos e o impacto ambiental de sua infraestrutura.
Nesta terça-feira, 29 de setembro de 2026, o evento anual DevDay da OpenAI foi iniciado com protestos na entrada do Fort Mason, em São Francisco. Manifestantes se reuniram em frente ao local com panfletos, faixas e cartazes direcionados ao presidente da empresa, Sam Altman, e às práticas de negócios da organização.
A mobilização reuniu mais de uma dúzia de entidades, entre as quais Bay Resistance, Tech Workers Coalition, Service Employees International Union, San Francisco Rising e o San Francisco Labor Council. Durante o ato, pessoas vestidas com fantasias de robô de papelão empunhavam foices de papelão, enquanto cartazes exibiam frases contra contratos militares e o impacto ambiental da infraestrutura de tecnologia.
Contratos com o governo e impacto ambiental
Os manifestantes focaram suas críticas nos acordos governamentais e militares da OpenAI, em especial os mantidos com o serviço de imigração dos Estados Unidos (ICE). Cartazes e faixas pediam o fim desses contratos e cobravam a responsabilidade ambiental diante da expansão de data centers. Cânticos e músicas direcionados aos funcionários pediam que reconsiderassem a permanência na empresa.
Um dos panfletos distribuídos convocava o público a assinar um compromisso e trazia um link para a campanha QuitGPT. O material afirmava que a OpenAI estaria desenvolvendo ferramentas voltadas para o ICE e para a violência, enquanto executivos financiavam poder político. Outro folheto sugeria que distâncias seguras de data centers seriam superiores a 100 milhas.
Cenário de desconfiança na indústria
O protesto insere-se em um movimento que contesta a concentração de poder no setor de inteligência artificial e a ausência de regulamentações governamentais. Ações promovidas pelo QuitGPT incluem boicotes, e o cenário geral reflete baixos níveis de confiança na tecnologia, ampliados por episódios recentes em que sistemas acessaram redes de concorrentes e dados pessoais de indivíduos.
A manifestação permaneceu em frente ao local com o objetivo de confrontar Sam Altman na sua chegada para a palestra de abertura. Quando o nome do executivo foi mencionado pelos organizadores da ação, o grupo respondeu com vaias.
Referências
- Reportagem consultada: The Verge — IA
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