NYT usa inteligência artificial para recriar John Maynard Keynes
A seção de opinião do New York Times publicou um vídeo em IA do economista John Maynard Keynes entrevistado sobre o futuro e a economia.
Resumo rápido
- O New York Times publicou um vídeo com avatar em IA do economista britânico John Maynard Keynes.
- A recriação baseou-se em mais de 12 mil páginas de escritos e teve o auxílio de Markus Brunnermeier.
- O veículo afirmou ter permissão da família e adaptou a linguagem original formal para um tom moderno.
Entenda o contexto
O New York Times é uma das principais publicações jornalísticas do mundo. A recriação de figuras históricas por meio de avatares digitais e modelos de linguagem baseados em arquivos textuais é uma das aplicações recentes de inteligência artificial na imprensa.
A seção de opinião do jornal norte-americano New York Times publicou um vídeo que utiliza inteligência artificial para simular o economista britânico John Maynard Keynes. Na produção disponibilizada pelo veículo, um avatar digital de Keynes é entrevistado a respeito do futuro e sobre os impactos da tecnologia na economia.
A emulação virtual do economista, que faleceu em 1946, foi desenvolvida com o suporte do economista alemão Markus Brunnermeier, professor da Universidade de Princeton. Brunnermeier também atua como o entrevistador na peça em vídeo. O processo de criação do modelo utilizou como base mais de 12.000 páginas reunindo escritos, textos e entrevistas do próprio Keynes.
Mudança na linguagem e autorização familiar
De acordo com as informações publicadas pelo New York Times, o jornal obteve autorização da família de Keynes para realizar a recriação digital. No entanto, a produção optou por alterar o estilo de comunicação do economista. Como o britânico costumava se expressar de maneira mais formal, a equipe do jornal modificou sua linguagem para um tom mais moderno durante a entrevista fictícia.
Na avaliação publicada pelo portal Núcleo Jornalismo, a iniciativa da seção de opinião do jornal nova-iorquino resultou em um uso embaraçoso da tecnologia. A crítica destaca que, mesmo com o consentimento familiar e o volume de dados empregado, a adaptação do tom original e o formato final em vídeo geraram um resultado artificial.
A aplicação de avatares sintéticos em publicações jornalísticas expõe novos debates sobre os limites do uso de ferramentas de automação na reconstituição de figuras históricas. A iniciativa do veículo norte-americano evidencia a busca de meios de comunicação por formatos interativos, ao mesmo tempo em que desperta questionamentos sobre a preservação do registro histórico de personalidades públicas.
Referências
- Fonte consultada: Núcleo Jornalismo
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