Meta testa óculos inteligentes de áudio integrados ao agente Muse
Durante o Meta Connect, a Meta apresentou óculos inteligentes focados em áudio, sem câmera e integrados ao sistema de agentes Muse.
Resumo rápido
- A Meta demonstrou protótipos de óculos inteligentes focados em áudio e sem câmeras acopladas.
- O dispositivo se conecta ao sistema de agente pessoal Muse para realizar tarefas por comandos de voz.
- A empresa também testou uma versão voltada para deficientes auditivos com preço estimado em US$ 150.
Entenda o contexto
A Meta vem expandindo os pontos de acesso ao Muse, seu sistema de agente de inteligência artificial capaz de executar tarefas de forma autônoma a pedido do usuário. A integração dessa IA a dispositivos vestíveis busca permitir interações por voz sem depender do manuseio direto do smartphone.
Durante o evento anual Meta Connect, a Meta apresentou demonstrações de novos modelos de óculos inteligentes focados exclusivamente em recursos de áudio, que não possuem câmeras integradas. O desenvolvimento ocorre após a empresa enfrentar acusações e críticas relacionadas a preocupações com privacidade e vigilância devido aos seus modelos anteriores equipados com lentes de gravação.
Os novos óculos ainda não lançados contam com seis microfones e não oferecem forma nativa de gravar o ambiente ao redor do usuário, o que os torna significativamente mais leves e confortáveis em relação a outras armações inteligentes testadas. O foco do dispositivo está em opções de entretenimento e comunicação, permitindo ouvir músicas e atender chamadas sem a necessidade de pegar o celular.
Integração com o agente pessoal Muse
O modelo sem câmera conta com integração ao Muse, o sistema de agente pessoal da Meta projetado para realizar tarefas digitais em nome do usuário. A novidade, que ainda não está disponível para o público geral, permite que os portadores da armação façam solicitações diretas e se comuniquem com a inteligência artificial por meio de comandos de voz.
Segundo a Meta, a empresa planeja permitir a personalização do agente por meio de avatares digitais interativos. Em testes práticos com o protótipo, a interação exigiu comandos diretos para evitar distrações, já que conversas paralelas com outras pessoas podem confundir o sistema e fazer a IA responder de forma indevida. Quando acionada, a tecnologia responde a dúvidas e executa tarefas como o envio de e-mails ou a leitura de listas de afazeres.
Modelo para acessibilidade auditiva
Além da versão para o público geral, a Meta demonstrou um segundo modelo de óculos focado em pessoas com deficiência auditiva. De acordo com um membro da equipe de pesquisa da empresa, o equipamento esteve em desenvolvimento por cerca de cinco anos.
O dispositivo atua amplificando a voz da pessoa com quem o usuário conversa. É possível alternar a amplificação entre um modo focado, direcionado ao interlocutor à frente, e um modo omnidirecional, que capta os sons ao redor. A Meta afirma que esses óculos serão vendidos por US$ 150, representando uma alternativa de menor custo em comparação com aparelhos auditivos tradicionais, que podem chegar a US$ 1.600.
Apesar das apostas do presidente-executivo Mark Zuckerberg no segmento, os óculos inteligentes continuam sendo um mercado de nicho. A integração pública do agente Muse com as novas armações de áudio ainda não possui uma data de lançamento definida.
Referências
- Reportagem consultada: TechCrunch — IA
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