Manus capta mais de US$ 500 milhões após cancelamento de venda para Meta
Empresa controladora da startup de IA Manus arrecada mais de US$ 500 milhões na primeira rodada de capital após ter venda para a Meta bloqueada na China.
Resumo rápido
- A Butterfly Effect, dona do laboratório Manus, captou mais de US$ 500 milhões em aporte liderado por Boyu e IDG Capital.
- Trata-se do primeiro investimento na startup desde o bloqueio do negócio de US$ 2 bilhões com a Meta por Pequim.
- A empresa continuará contratando profissionais e estuda realizar uma oferta pública de ações na bolsa de Hong Kong.
Entenda o contexto
A Manus é uma empresa focada na criação de produtos e agentes de inteligência artificial capazes de executar tarefas autônomas, como programação e criação de sites. A captação reflete a reorganização da startup após a intervenção do governo chinês para manter tecnologias e talentos estratégicos no país.
A Butterfly Effect, empresa controladora do laboratório chinês de inteligência artificial Manus, anunciou nesta quinta-feira (8) que captou mais de US$ 500 milhões em uma nova rodada de investimentos. Trata-se do primeiro aporte financeiro recebido pela companhia desde que o acordo de aquisição de US$ 2 bilhões firmado com a Meta foi cancelado por exigência de autoridades da China.
A rodada de capital foi liderada pelas empresas de investimento Boyu Capital e IDG Capital. O aporte contou ainda com a participação de investidores anteriores, como a Tencent, a HSG (antiga Sequoia China) e a ZhenFund. Segundo comunicado publicado pela startup, os novos recursos serão direcionados para a continuidade das contratações de profissionais no mercado interno e no exterior.
Intervenção estatal e expansão do portfólio
A ordem para desfazer a venda para a Meta ocorreu em abril de 2026, impulsionada por receios do governo chinês com a fuga de cérebros e pesquisadores da área de tecnologia para países ocidentais. Após a equipe ter se mudado para Singapura em meados de 2025 para fechar o negócio com a gigante americana, a Manus retomou suas operações independentes em agosto, sendo obrigada a apagar parte dos dados dos usuários durante o processo de separação.
A captação ocorre pouco tempo depois de a startup ter anunciado o Manus 2.0, atualização de sua arquitetura que inclui o aplicativo independente Cue, voltado à gestão de tarefas por agentes autônomos. A empresa desenvolve ferramentas de automação e programas de assistência para a criação de aplicativos, sites e vídeos. Segundo informações veiculadas sobre o caso, a companhia estuda realizar uma oferta pública de ações em Hong Kong, mas não revelou publicamente o seu valuation atual.
Referências
- Reportagem consultada: TechCrunch — IA
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