Huawei lança solução AIDC 1.0 para integrar energia e IA

Huawei Digital Power apresenta a solução AIDC 1.0 para conectar gestão de energia, refrigeração líquida e infraestrutura em data centers de IA.

Por Redação Noticiário IA

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Huawei lança solução AIDC 1.0 para integrar energia e IA
Imagem: Pandaily — Tecnologia chinesa

Resumo rápido

  • A Huawei Digital Power anunciou a solução Grid-Interactive AIDC 1.0 no evento HUAWEI CONNECT 2026 em Xangai.
  • O sistema integra nobreaks, baterias e refrigeração líquida adaptada diretamente aos servidores da linha Ascend.
  • Na SenseTime, a aplicação da tecnologia reduziu o tempo de instalação do sistema elétrico para 45 dias.
Entenda o contexto

Centros de dados voltados para inteligência artificial exigem grandes volumes de energia elétrica e sistemas de refrigeração capazes de lidar com o calor gerado pelo processamento contínuo. A eficiência da infraestrutura impacta diretamente a estabilidade das redes de energia locais e o custo de operação desses complexos.

A divisão Huawei Digital Power lançou no dia 1 de outubro de 2026 a solução Grid-Interactive AIDC 1.0 durante o evento HUAWEI AIDC Facility Summit, realizado em conjunto com o HUAWEI CONNECT 2026 em Xangai. A proposta da empresa é transformar energia, refrigeração líquida e construção de infraestrutura em um sistema único e coordenado para atender às demandas de processamento da inteligência artificial.

Segundo a fabricante, os agrupamentos de servidores de IA geram variações bruscas na demanda elétrica quando alternam entre fases de computação, comunicação e espera. Além disso, a presença crescente de fontes renováveis torna a rede elétrica mais dependente de eletrônica de potência. O vice-presidente da Huawei Digital Power, Bob He, declarou que a evolução dos centros de dados passa por três etapas: adaptação à rede elétrico-energética, suporte à estabilidade e, por fim, atuação na formação da própria rede.

Equipamentos elétricos e refrigeração adaptada ao chip Ascend

O ecossistema do AIDC 1.0 inclui o nobreak Taishan, que opera com 1.280 kVA em gabinete único e eficiência de dupla conversão de até 98%, e o Hengshan DC UPS, que atende sistemas de corrente contínua em 270 V, 400 V e 800 V na mesma plataforma. A empresa também apresentou as baterias SmartLi 5.0, projetadas para sistemas em alta voltagem, e o sistema de armazenamento de energia LUNA2000, voltado para suavizar variações de carga e dar suporte em redes fragilizadas.

Na parte de resfriamento, a Huawei trocou as unidades tradicionais de distribuição por uma Unidade de Gerenciamento Térmico (TMU, na sigla em inglês). O componente usa inteligência artificial para detectar microvazamentos, prever a qualidade do fluido e agendar manutenções preventiva. A TMU foi adaptada nativamente para os servidores da linha de hardware para IA, permitindo que a refrigeração acompanhe as mudanças na carga de processamento dos chips. Essa abordagem se relaciona com a otimização de ecossistemas compatíveis, tema recorrente em tecnologias que integram softwares e a plataforma Ascend.

Aplicações práticas e ganho de eficiência

Durante o evento, executivos defenderam que a métrica central para aferir a eficiência de centros de dados focados em IA deve ser a quantidade de tokens produzidos por watt, e não apenas o índice PUE (Power Usage Effectiveness). A empresa também indicou avanços na velocidade de implantação, afirmando que a estrutura PowerPOD 5.0 reduz o espaço ocupado em 40% e reduz o tempo de entrega de sete para três dias.

No centro de computação inteligente da SenseTime em Lingang, um projeto de expansão de 18 MW usou módulos de energia pré-fabricados e baterias SmartLi instaladas no teto em contêineres. O processo concluiu a montagem do sistema de distribuição elétrica em 45 dias — metade dos três meses necessários em construções convencionais — e liberou espaço interno para a instalação de mais servidores. De acordo com a SenseTime, o local recebeu a certificação 5A de sinergia de energia computacional emitida pela Academia Chinesa de Tecnologia da Informação e Comunicação, registrando um aumento de 80% na saída de tokens por unidade de custo de eletricidade.

Referências

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