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CEO da ElevenLabs defende transparência no uso de agentes de IA

Em entrevista, Mati Staniszewski aborda a avaliação de US$ 22 bilhões da ElevenLabs, o uso de IA no atendimento e a transparência com usuários.

Por Redação Noticiário IA

· 3 min de leitura

CEO da ElevenLabs defende transparência no uso de agentes de IA
Imagem: TechCrunch — IA

Resumo rápido

  • A ElevenLabs reporta US$ 600 milhões em receita recorrente anual e avaliação estimada de US$ 22 bilhões.
  • O CEO Mati Staniszewski afirma que empresas devem revelar aos clientes quando estão interagindo com agentes de IA.
  • A startup de áudio fornece soluções de voz para corporações e governos, incluindo demandas no Brasil e na Polônia.
Entenda o contexto

A ElevenLabs é uma empresa especializada em inteligência artificial focada em modelos de síntese e conversão de voz para áudio com tom humano. A tecnologia da companhia é utilizada no suporte ao cliente de grandes empresas corporativas e em aplicações de voz para criadores de conteúdo.

O cofundador e presidente-executivo da ElevenLabs, Mati Staniszewski, afirmou que as empresas devem informar abertamente aos consumidores quando um atendimento telefônico estiver sendo realizado por agentes de inteligência artificial. A declaração foi feita em entrevista ao veículo TechCrunch durante o evento de empreendedorismo Nrth, em Toronto. Segundo o executivo, o aviso é necessário no momento atual para evitar que as pessoas se sintam enganadas nas ligações.

A empresa desenvolve modelos voltados para a geração e conversão de texto em áudio de voz. De acordo com o veículo de imprensa, a ElevenLabs estaria avaliada em US$ 22 bilhões por seus investidores e registra uma taxa de receita anual recorrente de US$ 600 milhões. O executivo detalhou que mais de 55% desse faturamento vem do segmento corporativo tradicional, enquanto os 45% restantes se dividem entre pequenas e médias empresas, desenvolvedores e criadores de conteúdo.

Integração de modelos e exigências governamentais

Durante a conversa, Staniszewski destacou que a escolha entre o uso de modelos proprietários de ponta e modelos de pesos abertos depende do tipo de aplicação do cliente. Para consultas simples de atendimento ao público, opções de código ou pesos abertos costumam atender às demandas. No entanto, serviços financeiros e transações que exigem autenticação requerem modelos de maior precisão, onde não há margem para erros.

O CEO ressaltou que a empresa lida com exigências específicas ao fechar parcerias governamentais. Ao citar interações com o governo brasileiro e com o governo polonês, Staniszewski explicou que a implantação de vozes e modelos varia conforme as regras de cada país. Na Polônia, por exemplo, agentes de voz são utilizados na área da saúde pública para realizar chamadas de lembrete de consultas médicas, visando reduzir o índice de 18% de faltas dos pacientes, mantendo os requisitos de residência de dados locais.

Margens de lucro e concorrência no mercado de voz

Questionado sobre as margens brutas da companhia diante dos custos com processamento e infraestrutura, o executivo preferiu não detalhar números específicos. Contudo, afirmou não se importar com uma eventual redução nas margens de lucro se isso significar repassar economias ao cliente, provar o valor do produto e expandir a participação de mercado nos próximos anos.

Staniszewski também comentou a concorrência crescente com clientes que passam a criar suas próprias soluções, citando a Decagon como exemplo de empresa que treinou produtos na infraestrutura da ElevenLabs e hoje compete no mesmo setor. Segundo ele, as fronteiras entre empresas de modelos, plataformas e aplicações estão cada vez mais difusas. O executivo disse ainda que a ElevenLabs prepara suas bases operacionais para uma futura abertura de capital (IPO), mas indicou que a concretização dos planos dependerá das condições de mercado nos próximos anos.

Referências

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