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Anthropic aponta que modelo GLM-5.3 se aproxima do Claude em ciberataques

Análise da Anthropic indica que o modelo chinês GLM-5.3 gera exploits com desempenho próximo ao Claude Mythos Preview e possui salvaguardas fáceis de…

Por Redação Noticiário IA

· 3 min de leitura

Anthropic aponta que modelo GLM-5.3 se aproxima do Claude em ciberataques
Imagem: The Decoder

Resumo rápido

  • Modelo chinês de pesos abertos GLM-5.3 quase iguala o Claude Mythos Preview no desenvolvimento de exploits cibernéticos.
  • Avaliação da agência CAISI aponta o GLM-5.3 como o modelo aberto mais avançado em tarefas de segurança digital.
  • Aplicações de técnicas para remoção de travas zeram ou reduzem severamente as proteções do sistema contra uso nocivo.
Entenda o contexto

Modelos de pesos abertos são aqueles cujos parâmetros numéricos são disponibilizados publicamente, permitindo que desenvolvedores executem, modifiquem e ajustem o sistema em seus próprios servidores. Isso contrasta com modelos fechados ou proprietários, acessados apenas via API ou plataformas controladas, nos quais as regras e travas de segurança impostas pelos criadores não podem ser alteradas diretamente pelo usuário.

Em uma análise divulgada nesta quarta-feira, 30 de setembro de 2026, a equipe Frontier Red Team da Anthropic afirmou que o modelo de pesos abertos GLM-5.3, desenvolvido pela chinesa Zhipu AI (que atua como Z.ai fora da China), atinge um desempenho muito próximo ao do Claude Mythos Preview no desenvolvimento de ataques cibernéticos e exploits. Segundo a empresa, a diferença central entre os dois sistemas é que o GLM-5.3 foi disponibilizado publicamente sem salvaguardas consideradas eficazes contra o uso malicioso.

Desempenho em testes cibernéticos

Nos testes reportados pela Anthropic, a capacidade técnica do GLM-5.3 foi avaliada em diferentes cenários de invasão. No benchmark ExploitBench, que mede a criação de exploits funcionais contra falhas conhecidas no mecanismo V8 do navegador Chrome, o modelo da Zhipu AI obteve sucesso em 50 de 410 tentativas, enquanto o Claude Mythos Preview registrou 56. Modelos mais antigos, como o GLM-5.2 e o Claude Opus 4.6, não obtiveram êxito nos testes.

A avaliação independente da agência governamental americana CAISI corrobora os achados da empresa. O órgão classificou o GLM-5.3 como o modelo de pesos abertos mais avançado em capacidades cibernéticas até o momento, posicionando-o cerca de quatro meses atrás dos principais sistemas proprietários norte-americanos. A CAISI ressaltou, porém, que o topo do ranking dos EUA inclui modelos testados sem travas de segurança ativas e restritos a usuários pré-aprovados.

Salvaguardas de segurança e remoção de travas

A Anthropic observou que as travas originais do GLM-5.3 podem ser contornadas facilmente. Em simulações de ataque, o modelo recusou ordens abertamente maliciosas, mas passou a tentar a conexão em 64% das vezes quando a solicitação foi enquadrada como um exercício defensivo. Com etapas de raciocínio pré-preenchidas, o índice de execução subiu para 92%.

O relatório também destacou o uso do 'abliteration', uma técnica que remove o comportamento de recusa das camadas do modelo. Após aplicar o procedimento — que consumiu cerca de 2.200 horas de GPU a um custo estimado de US$ 4.400 —, a taxa de recusa a pedidos nocivos caiu de mais de 90% para um intervalo entre 2% e 12%, sem comprometer a capacidade do sistema em testes de ciência e cibersegurança.

Impacto no mercado e debates regulatórios

A divulgação desses dados reflete a disputa entre modelos proprietários e de pesos abertos no setor de IA. Enquanto a Anthropic restringe o Mythos Preview a defensores credenciados pelo Project Glasswing, o acesso irrestrito ao GLM-5.3 permite que qualquer usuário baixe o código. O Instituto de Segurança de IA do Reino Unido (AISI) observou recentemente que a lacuna de capacidade entre os modelos abertos e os fechados vem diminuindo, representando riscos persistentes de uso indevido, mas oferecendo vantagens como menor custo e possibilidade de hospedagem privada.

Referências

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